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Bento XVI em Portugal

Papa leva à maior operação de segurança

Visita de Bento XVI a Portugal, entre 11 e 14 de maio, obriga à maior operação de sempre de segurança e proteção civil.  Clique para aceder ao índice do dossiê Bento XVI em Portugal

A visita de Bento XVI a Lisboa, Fátima e Porto, de 11 a 14 de maio, obrigou à montagem da maior operação de sempre de segurança e proteção civil.

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Para esta visita, foi montada a maior operação de segurança de sempre em meios envolvidos, embora não haja nenhuma razão especial de ameaça que tenha obrigado as forças de segurança a tomar medidas especiais.

Estão mobilizados todos os serviços e forças de segurança, sendo uma operação coordenada e controlada pelo secretário geral do Sistema de Segurança Interna, Mário Mendes.

Segundo o secretário geral do sistema de segurança interna, a grande operação montada não se deve a um elevado grau de ameaça à figura do papa, mas sobretudo por ser uma "visita especial de alguém que traz atrás de si multidões", sendo que esse controlo "obrigada a um enorme esforço" das autoridades.

Missa no Terreiro do Paço

A PSP estima entre 200 mil e 300 mil pessoas em Lisboa durante toda a visita do Papa, enquanto no Porto estão previstas entre 150 mil a 200.

Só na missa do Terreiro do Paço, a 11 de maio, a Polícia prevê mais de 100 mil pessoas.

Em Lisboa vão estar envolvidos os polícias do Comando Metropolitano de Lisboa, que conta com um reforço de elementos da Escola Prática de Polícia de Torres Novas, da Unidade Especial de Polícia (UEP), designadamente através do Grupo de Operações Especiais (GOE), Corpo de Segurança Pessoal, Grupo Cinotécnico e Corpo de Intervenção, e da Direção Nacional, adiantou.

Para o Porto, a Polícia mobilizou elementos do Comando Metropolitano do Porto, da UEP e da Escola Prática de Polícia de Torres Novas.

Estradas cortadas

Em Lisboa, Bento XVI vai fazer cinco trajetos no papamóvel, nos dias 11 e 12, enquanto que no Porto serão dois, na manhã do dia 14, sendo um dos percursos, entre a Avenida dos Aliados e Aeroporto Sá Carneiro, de 18 quilómetros.

Nos locais onde passa o papamóvel as estradas vão ser cortadas, os estacionamentos interditos, a circulação do Metro é condicionada e os caixotes do lixo e ecopontos retirados.

A PSP tem a seu cargo o policiamento em Lisboa e no Porto. A segurança pessoal de Bento XVI durante os quatro dias da visita vai estar sob a responsabilidade da UEP, através do Corpo de Segurança Pessoal.

O policiamento em Fátima está a cargo da GNR, que mobilizou 800 militares e tem na gestão das multidões a sua maior preocupação.

Proteção civil com 1747 operacionais

A Marinha também vai fiscalizar os rios Tejo, em Lisboa, e Douro, no Porto, tendo mobilizado para os dois locais mais 300 elementos e navios de guerra.

A Força Aérea terá a responsabilidade de transportar o papa em Portugal através dos seus helicópteros.

A Proteção Civil, que vai acionar o alerta amarelo (segundo de uma escala de quatro), também montou o maior dispositivo de sempre planeado, à exceção do dos incêndios florestais.

O dispositivo de proteção civil para Lisboa, Fátima, Porto e Setúbal é composto por 1747 operacionais, 491 veículos de socorro e apoio e 57 meios especiais, além de cinco Postos Médicos Avançados (PMA) do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e cinco postos de socorro da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP).

O INEM também terá uma equipa de profissionais para acompanhar permanentemente o papa nos quatro dias da visita.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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