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Expresso

Bento XVI em Portugal

Papa agradece 'inesquecível' visita

Edição de hoje do "Osservatore Romano", órgão oficial da Santa Sé, abre com o discurso de Bento XVI, que  classifica de "inesquecível" a visita a Portugal. Fátima, diz o Papa, é "uma mensagem de esperança". Clique para aceder ao índice dodossiê Bento XVI em Portugal.

Rosa Pedroso Lima (www.expresso.pt)

Num tom muito expressivo e afectuoso - pouco comum nos discursos deste Papa -, Bento XVI dirigiu-se, ontem, na Praça de São Pedro, aos fiéis para lhes dar conta da sua última visita apostólica. A visita a Portugal marcou o chefe da Igreja católica. "Ficaram-me registadas, no espírito e no coração, as imagens desta inesquecível viagem, o acolhimento caloroso e espontâneo e o entusiasmo das pessoas", disse.

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Classificando Portugal como uma "nobre terra", o Papa fez questão de sublinhar a "possibilidade", aberta com esta visita de quatro dias, de "homenagear aquele povo, a sua longa e gloriosa história de fé e de testemunho cristão".

Grato pela forma como decorreu e terminou a visita apostólica - a 15ª do seu pontificado -, Bento XVI não se esqueceu de mencionar que recebeu dos portugueses, dos seus responsáveis políticos e religiosos, "uma experiência tocante e rica de tantos dons espirituais".

Fátima destacada

Fátima e a recepção prestada pelos peregrinos ao Papa mereceu uma referência particular no discurso de Bento XVI. "Local caracterizado por uma atmosfera de real misticismo, na qual se sente de uma forma quase palpável a presença de Nossa Senhora", disse o Papa, é também neste santuário que Bento XVI vê "uma mensagem de esperança contra os horrores da história".

A "expressividade" do Papa durante a sua visita a Portugal foi muito sublinhada, ao longo dos brieffings diários com os jornalistas feitos pelo chefe da Sala de Impresa do Vaticano, Frederico Lombardi. O porta-voz oficial da Santa Sé assumiu o lado emocional de Bento de XVI, que se destacou na sua estada em Portugal e que contribuiu para "mudar a imagem do Papa", habitualmente tido como um homem "frio".

A emotividade colocada no discurso de ontem em Roma e destacado pela edição de hoje do "Osservatore Romano" reforçam precisamente este facto.