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Bento XVI em Portugal

Pais não querem escolas fechadas

Pais estão desagradados com o encerramento das escolas públicas motivado pela vinda do Papa a Portugal e sublinham o "grande transtorno" que causa às famílias, diz o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais.

Os pais estão desagradados com o encerramento das escolas públicas motivado pela vinda do Papa a Portugal e sublinham o "grande transtorno" que causa às famílias, apelando a que no futuro estas situações sejam mais bem ponderadas.     Em declarações à agência Lusa, o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) disse ainda que outra das grandes preocupações é a hora de entrada das crianças nas escolas no dia 11 em Lisboa e no dia 14 no Porto.     Isto porque, além do dia 13 em que todos os estabelecimentos estarão encerrados, na tarde de 11 de maio fecham todas as escolas públicas de Lisboa e na manhã de 14 de maio encerram todas as do Porto.     As horas em que as crianças "devem comparecer nas escolas é a grande preocupação dos pais neste momento em relação a estes dias", declarou Albino Almeida.     Para a Confap, o encerramento dos estabelecimentos de ensino público "é uma situação que traz grandes transtornos", tendo em conta que para a maioria dos pais serão "dias normais de trabalho".  

Pais a faltarem ao trabalho? 

Contudo, Albino Almeida diz compreender que não seja possível assegurar a entrada de bens e pessoas nas escolas durante os dias em que o Papa estará em Lisboa e no Porto, devido ao encerramento de muitas ruas ao trânsito.   "Os pais pedem-me que transmita ao Ministério e ao Governo que no futuro estas situações sejam ponderadas", enfatizou.     Também a Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE) manifesta desagrado relativamente ao encerramento das escolas, advertindo que vai obrigar muitos pais a faltarem ao trabalho.   "À maioria dos pais faz-lhes uma diferença extraordinária. É uma sobrecarga para os pais que não têm onde deixar as crianças ou terão de colocá-las em sítios que não são do seu agrado", comentou o vice-presidente da CNIPE Joaquim Ribeiro.    *** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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