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Bento XVI em Portugal

Bento XVI: "Cristão é um missionário enviado ao mundo"

Na homilia da missa a que está a presidir na Avenida dos Aliados, o Papa apelou apelo ao reforço do papel missionário da Igreja no mundo moderno. Clique para aceder ao índice do dossiê Bento XVI em Portugal

O Papa Bento XVI deixou hoje no Porto um apelo ao reforço do papel missionário da Igreja num mundo moderno em que se alterou "o quadro antropológico, cultural, social e religioso da humanidade".

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Na homilia da missa a que está a presidir na Avenida dos Aliados, o Papa dirigiu-se aos milhares de fiéis presentes e questionou-os diretamente: "se não fordes vós as suas testemunhas no próprio ambiente, quem o será em vosso lugar?".

"O cristão é, na Igreja e com a Igreja, um missionário de Cristo enviado ao mundo. Esta é a missão inadiável de cada comunidade eclesial: receber de Deus e oferecer ao mundo Cristo ressuscitado, para que todas as situações de definhamento e morte se transformem, pelo Espírito, em ocasiões de crescimento e vida", afirmou o pontífice.

Para isso, é necessário um maior empenho em cada celebração eucarística que "fará de nós testemunhas e, mais ainda, portadores de Jesus ressuscitado no mundo, levando-O para os diversos sectores da sociedade e quantos neles vivem e trabalham", acrescentou.

Vencer a tentação

O Papa alertou depois os milhares de católicos presentes na Avenida dos Aliados que, "perante os enormes problemas do desenvolvimento dos povos, que quase nos levam ao desânimo e à rendição, vem em nosso auxílio a palavra do Senhor Jesus Cristo que nos torna cientes deste dado fundamental: 'Sem Mim, nada podeis fazer'".

"De facto, as expetativas mais profundas do mundo e as grandes certezas do Evangelho cruzam-se na irrecusável missão que nos compete, pois 'sem Deus, o ser humano não sabe para onde ir e não consegue sequer compreender quem seja'", sublinhou Bento XVI.

E, reforçando o apelo à missionação, o Papa deixou um alerta claro: "Temos de vencer a tentação de nos limitarmos ao que ainda temos, ou julgamos ter, de nosso e seguro: seria morrer a prazo, enquanto presença de Igreja no mundo".

Mundo novo

"Desde as suas origens, o povo cristão advertiu com clareza a importância de comunicar a Boa Nova de Jesus a quantos ainda não a conheciam", afirmou o Papa, reconhecendo, porém, que "nestes últimos anos, alterou-se o quadro antropológico, cultural, social e religioso da humanidade".

"Hoje a Igreja é chamada a enfrentar desafios novos e está pronta a dialogar com culturas e religiões diversas, procurando construir juntamente com cada pessoa de boa vontade a pacífica convivência dos povos", assegurou.

Para o Papa, este modelo de missão "apresenta-se hoje notavelmente alargado e não definível apenas segundo considerações geográficas".

"Aguardam por nós não apenas os povos não cristãos e as terras distantes, mas também os âmbitos socioculturais e sobretudo os corações que são os verdadeiros destinatários da actividade missionária do povo de Deus", sublinhou.

Este é "um mandato cuja fiel realização deve seguir o mesmo caminho de Cristo: o caminho da pobreza, da obediência, do serviço e da imolação própria até à morte".

Esta é a última eucaristia presidida pelo Papa Bento XVI no âmbito da viagem apostólica a Portugal, que termina hoje no Porto.

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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