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Expresso

Imigração: À procura do sonho europeu

O que é o Frontex?

“É necessário que os países se comprometam a centralizar os seus meios de controlo fronteiriço”, solicitou recentemente o director executivo do Frontex, o finlandês Ilkka Laitinen.

Frontex é a designação abreviada para ‘Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas dos Estados Membros da União Europeia'.

Criada a 26 de Outubro de 2004, tem por finalidade coordenar a cooperação entre os países da UE no que se refere à gestão das suas fronteiras externas. Em tais objectivos se incluem não só a formação de pessoal especializado como a assistência operacional em situações de crise – visível, neste momento, no dispositivo ‘Hera’, criado, a pedido de Espanha, para dar resposta ao fenómeno de chegada maciça de imigrantes africanos às Ilhas Canárias verificado nos últimos meses.

A agência, com sede em Varsóvia, tem independência e conta com 65 funcionários desde que, há um ano, começou a funcionar, embora ainda não tenha atingido a velocidade de cruzeiro. Mas o seu mote é, sobretudo, trabalhar com as forças dos países que participem nas operações.

O seu director executivo, o finlandês Ilkka Laitinen, tem um orçamento de 16 milhões de euros para cumprir os desafios da vigilância de fronteiras numa Europa que já situou a problemática da imigração no centro da sua agenda.

“É necessário que os países se comprometam a centralizar os seus meios de controlo fronteiriço”, referiu Laitinen numa recente visita à península ibérica, acrescentando que “num futuro próximo, aos países da UE poderiam somar-se os países da costa sul do Mediterrâneo e, mais tarde, os países subsarianos”. No entanto, a agência está longe de ser uma poção mágica: "A vigilância é apenas um mecanismo de controlo. Para diminuir os fluxos migratórios, é preciso usar a diplomacia e a ajuda ao desenvolvimento"