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Houve «flashmob» no Chiado. Durou um minuto, mas fica na rede.

As campanhas eleitorais já não vivem sem o «on-line». "Há uma geração de pessoas que usa a 'net' como forma de aceder directamente à informação. Para um partido isso é uma coisa muito interessante", diz Nuno Ramos de Almeida, um dos responsáveis do portal 'esquerda.net'. Com apenas um ano de actividade, o «site» ligado ao Bloco de Esquerda mantém uma média de "cinco mil visitas diárias". Tantas, quanto o número de militantes registados. E, claro está, em época de eleições as audiências crescem, crescem. Duplicam ou triplicam os militantes.

Sobretudo se o portal mostrar vídeos, imagens em directo ou mesmo concertos. Nas últimas eleições autárquicas, mais de dez mil «downloads» foram feitos directamente da página do Bloco de Esquerda. Tudo para aceder ao programa eleitoral do BE. Contas feitas, foram cerca do dobro dos militantes inscritos pelo partido que recolheram informação via Internet. "É natural", diz Ramos de Almeida, que conta este episódio como um histórico da casa. Hoje, como o avanço tecnológico e o mundo do 'YouTube' é fácil bater recordes de visitantes.

O vídeo de Francisco Louçã, que respondeu na «net» a Marcelo Rebelo de Sousa, já vai em mais de 17 mil consultas – um número que nenhum comício ou manifestação do Bloco conseguiu igualar. "Somos um portal de informação e isso torna-nos mais consultados", explica ainda Ramos de Almeida. As notícias do dia são complementadas, há artigos de opinião, imagens e som. E, o certo, "é que ninguém vem ao engano. Não vendemos gato por lebre, sabem o que pensamos e não temos problema em fazer propaganda".

As matérias mais procuradas são, sobretudo, as que incluem imagens e movimento. O concerto "artistas pelo sim", que o portal transmitiu «on-line» foi um dos maiores sucessos. Ontem, a «flashmob» do Chiado (manifestação espontânea de pessoas por um período pequeno de tempo) recebeu uma mãozinha do Bloco. A ideia "partiu de um movimento feminista", explica Ramos de Almeida, mas, para além dos SMS trocados, o «site» deu instruções e convocou mais gente. E o certo é que, às 19 horas, no Chiado, dezenas de pessoas 'raparam' de uma folha A4 e escreveram um Sim que mostraram a quem passava. Depois, dispersaram pelas ruas da cidade. Durou um minuto, na realidade. Fica «on-line», até quando se quiser.