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Expresso

Presidência Portuguesa da UE

"Não temos nenhum problema com o texto do Tratado"

A MNE da República de Chipre, Erato Kozakou-Marcoullis, diz que vai fazer "o melhor para facilitar o compromisso" na Cimeira de Lisboa.

A titular da diplomacia da República de Chipre, Erato Kozakou-Marcoullis, considera que as objecções polacas ao texto do Tratado que está a ser negociado na Cimeira de Lisboa, "são mais difíceis" de contornar do que aquelas que foram levantadas pela Itália.

As pretensões dos gémeos Kaczynski - Lech, o Presidente, e Jaroslaw, o primeiro-ministro - de fazer aprovar uma declaração anexa ao Tratado Reformador, a qual garantiria (se aprovada) que um pequeno número de países pudesse travar uma decisão no Conselho (mesmo que não existe uma minoria de bloqueio), é tida como uma pretensão impossível para grande parte dos 27 Estados-membros. Os polacos vão a votos no próximo domingo e a estratégia de Lech Kaczynski pode passar por provocar um atraso nas negociações.

Do lado italiano, o que está em causa é o número de eurodeputados que serão atribuídos à Itália nas eleições de Junho de 2009. Neste momento - e de acordo com o estipulado no Tratado de Nice - A Itália tem direito ao mesmo número de deputados do que a França e o Reino Unido (72 para cada país), mas poderá poderá perder um a favor do Reino Unido (se este passar para 73) e dois para a França se os gauleses passarem para 74. Romano Prodi quer a tranche de eurodeputados continue a ser calculada em função do número de cidadãos (que incluiu a diáspora italiana) e não do número de habitantes.

A diplomacia cipriota subscreveu a proposta da República Checa que privilegia o poder do Conselho de Ministros da UE em detrimento da Comissão Europeia.