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Expresso

Natal Actual

Complicado quebra-cabeças

Prendas para os pais, para os sogros, para os filhos, para os netos, para os irmãos, para os cunhados, para os sobrinhos, para os namorados, para os afilhados, para os amigos, para os vizinhos, para os colegas, para os superiores, para o pessoal doméstico, para os clientes, para os simples conhecidos.

Prendas especiais para o cirurgião que salvou a vida de alguém, para o doutor advogado que resolveu uma demanda complicada, para o político da terra que meteu um empenho, para o explicador que ajudou um estudante em dificuldades, etc., etc., etc. E embrulhos para acondicionar as prendas: papéis coloridos, de qualidade modesta ou luxuosa textura, sacos e cartuchos vistosos, celofanes, fitas brilhantes, laços caprichados, caixas e caixinhas próprias. E cartões para acompanharem os embrulhos, também com fitinhas e desenhos, muitas cores e efeitos dourados.

As prendas de Natal são um dos quebra-cabeças mais complicados para os orçamentos familiares pequenos e médios. Para o cidadão comum, as prendas de Natal são o cancro do décimo quarto mês. Qualquer dia, a banca, que já oferece crédito por tudo e por nada, pelo menos na publicidade delirante que faz na rádio e na televisão, começa a propor empréstimos especiais para as prendas de Natal. Se porventura não o faz já é porque o instrumento disponível que é o cartão de crédito generalizado resolve os problemas mais bicudos, entre eles o da própria banca, que ganha chorudíssimos juros com o sistema. Para a banca, hélas!, é sempre Natal...