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Expresso

Desaparecimento de Madeleine McCann

"Cumpri uma ordem que me foi dada"

Um dia depois de ter falado com a televisão britânica BBC o porta-voz e inspector da PJ confirma que a entrevista foi uma sugestão da Direcção Nacional.

Pedro Chaveca

Sem querer adiantar muito mais do que já foi dito Olegário Sousa confirmou esta tarde ao Expresso que a ideia em dar uma entrevista a um órgão de comunicação surgiu depois de várias solicitações, tanto da imprensa nacional como da estrangeira, e que a ordem para que fosse à BBC veio directamente da Direcção Nacional da PJ.O inspector não podia ser mais explícito nessa confirmação: "Cumpri apenas uma ordem que me foi dada".

Quanto a não ter existido um aviso prévio aos McCann antes da entrevista à televisão inglesa - onde a Judiciária garantiu pela primeira vez que a morte de Maddie é uma hipótese provável -, Olegário Sousa afirmou nunca ter estado presente nas reuniões da polícia com os pais de Maddie, por isso não pode confirmar se os seus colegas avisaram a família ou não.

O inspector recordou ainda que "a última ida do casal à PJ de Portimão criou muita confusão" fazendo disparar uma série de especulações sobre qual o papel dos McCann no desaparecimento da filha. Olegário Sousa apelou à serenidade de todos e que até se conhecer o resultado das análises aos vestígios de sangue encontrados no quarto, o que acontecerá dentro de "dez ou doze dias", todas as "hipóteses estão em aberto", sendo o homicídio apenas uma delas e que quem não é suspeito hoje poderá vir a sê-lo amanhã.

Análise detalhada no fim da investigação

Olegário Sousa confirmou que após o desaparecimento da criança inglesa o apartamento voltou a ser alugado. Para o inspector "não havia necessidade de manter a casa fechada" depois da polícia terminar as investigações. Uma ideia que os detectives britânicos terão contestado, pois assim que chegaram os cães farejadores o apartamento do "Ocean Club" foi dos primeiros locais onde se deslocaram e a partir de então as investigações ganharam uma nova direcção.

Depois de terem sido detectados vestígios de sangue no quarto da menina a tese de homicídio passou a ser olhada como a mais provável para o desaparecimento de Madeleine. Embora, como voltou a reforçar o inspector, todas as outras continuem a ser levadas em conta, com o rapto a permanecer uma hipótese real.

Confrontado com a possibilidade de nem tudo ter sido planeado da melhor forma e de o sangue pertencer a alguém que terá estado no quarto já depois do desaparecimento de Madeleine o porta-voz da PJ é pouco expansivo: "Ainda é muito cedo para tirarmos conclusões, mas no fim da investigação irá ser feita uma análise detalhada" onde será avaliada a forma como o processo foi conduzido.