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José Saramago (1922-2010)

Corpo de Saramago na Câmara de Lisboa

O corpo de José Saramago entrou nos Paços do Concelho de Lisboa às 14h33, numa urna coberta pela Bandeira Nacional, ao som de uma salva de palmas.

As portas da Câmara Municipal de Lisboa mantêm-se fechadas para o público que se torna cada vez mais numeroso na Praça do Município, aguardando a possibilidade de prestar a última homenagem ao escritor José Saramago.     Alguns amigos mais próximos já se juntaram à família do escritor e aos representantes do Governo e da autarquia no interior dos Paços do Concelho.   O corpo do escritor José Saramago, que faleceu na sexta-feira, aos 87 anos, na ilha espanhola de Lanzarote, entrou nos Paços do Concelho de Lisboa às 14:33, numa urna coberta pela Bandeira Nacional, ao som de uma salva de palmas.     Dentro do edifício já se encontravam, chegadas minutos antes, a viúva Pilar del Río e as ministras da Cultura de Portugal, Espanha e Angola, recebidas pelo presidente da Câmara António Costa e também dirigentes do Partido Comunista Português, do qual o escritor era militante.     Entraram nos últimos minutos o escritor Gonçalo M. Tavares, o poeta Manuel Gusmão, o músico Luís Cília, o cantor Carlos do Carmo e a mulher, Maria Judite.   

Caixão coberto pela bandeira nacional 

O corpo de José Saramago chegou num avião militar C-295 enviado pelo Governo português, num caixão coberto com a bandeira nacional, que aterrou no aeroporto de Figo Maduro cerca das 13:30 horas.     No avião vieram também Pilar del Rio, a filha do escritor, Violante Matos, e a ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas.     Gabriela Canavilhas e Violante Matos tinham seguido neste mesmo avião na sexta feira para ir buscar o corpo do escritor a Lanzarote, no arquipélago das Canárias, em Espanha, onde este residia com Pilar del Rio.     Entre outros onze familiares e amigos, viajou também para Lisboa neste avião a empregada do casal, Pastora Camacho Rodriguez.     Esperavam a chegada corpo de José Saramago, no aeroporto de Figo Maduro, os seus dois netos, o seu editor, Zeferino Coelho, o ministro da Administração Interna, os secretários de Estado da Defesa, da Cultura e dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.     O secretário geral do PCP, Jerónimo de Sousa, outros dirigentes deste partido, do qual Saramago era militante, e amigos como a escritora Alice Vieira, aguardavam igualmente a chegada do corpo do escritor, que recebeu o prémio Nobel da Literatura em 1998.  

Câmara ardente até às 12h de domingo 

Os ministros da Cultura de Espanha, de Angola e da Guiné Bissau -- estes dois últimos tinham-se deslocado a Lisboa para participar numa reunião da CPLP -- estavam também presentes.     Junto à pista do aeroporto concentravam-se ainda cerca de vinte e cinco elementos da comunicação social, incluindo membros das televisões e rádios que fizeram emissões em direto do local.     O atraso na chegada do avião C-295, que estava inicialmente prevista para as 12:45 horas, deveu-se a ventos contrários, segundo fonte oficial.   Do aeroporto de Figo Maduro, o corpo de José Saramago seguiu em cortejo fúnebre para o Salão Nobre dos Paços do Concelho de Lisboa, onde deverá ficar em câmara ardente até às 12:00 de domingo, seguindo depois para o cemitério do Alto de São João, onde será cremado.    *** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Clique para ler a Nota da Direcção do Expresso sobre o novo Acordo Ortográfico.