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José Saramago (1922-2010)

António Costa diz que cinzas de Saramago ficarão em Lisboa (vídeo)

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa disse que as cinzas do escritor José Saramago descansarão na capital portuguesa. (Veja vídeo SIC)

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa disse hoje que as cinzas do escritor José Saramago descansarão na capital portuguesa, cidade que considerou ser uma das personagens da sua obra "a que ele dedicou mais amor".     "As cinzas de José Saramago descansarão na cidade de Lisboa, mas a sua obra é uma obra que é património de toda a humanidade e a sua mensagem, o seu desassossego, continuarão a desinquietar-nos e a desinquietar todos aqueles que lerem a sua obra", disse António Costa, no Salão Nobre dos Paços de Concelho de Lisboa, onde o corpo do escritor se encontra em câmara ardente.   "Obrigado, José Saramago", acrescentou o presidente da Câmara Municipal de Lisboa.     José Saramago faleceu na sexta feira, dia 18 de junho, aos 87 anos, na sua casa na ilha espanhola de Lanzarote.  

"Saramago, cidadão do mundo" 

No início da sua intervenção, António Costa referiu que hoje o Salão Nobre dos Paços do Concelho de Lisboa recebe, "mais uma vez, José Saramago, cidadão do mundo".     "Regressa assim à cidade onde trabalhou, onde escreveu, onde presidiu à Assembleia Municipal de Lisboa, e onde sediou a fundação a que deu o seu nome, Fundação José Saramago, que ficará instalada, como era seu desejo, na Casa dos Bicos, em Lisboa", prosseguiu o autarca socialista.     Segundo o presidente da Câmara de Lisboa, "Lisboa não foi só o cenário de muitas das suas obras, Lisboa foi, sobretudo, uma das personagens mais queridas e a que ele dedicou mais amor em toda a sua obra".     Estavam presentes nesta cerimónia nos Paços de Concelho de Lisboa, entre outros, o primeiro ministro, José Sócrates, o vice-presidente da Assembleia da República Guilherme Silva, o secretário geral do PSD, Miguel Relvas, os ex-Presidentes da República Ramalho Eanes e Mário Soares, e o presidente do Tribunal de Contas, Guilherme d'Oliveira Martins.    *** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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