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"União do Leste"

Polónia e Suécia apresentam proposta para uma "parceria do Leste".

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Redatora Principal

Numa espécie de versão 'mini' da proposta da União para o Mediterrâneo do Presidente Sarkozy, a Polónia e a Suécia apresentaram uma proposta de parceria especial a desenvolver com os países do leste.

A parceria envolveria a criação de um fórum entre os '27' e cinco vizinhos do Leste, isto é, Ucrânia, Moldova, Geórgia, Arménia e Azerbeijão. O objectivo seria negociar acordos sobre vistos, zonas de livre comércio para determinados produtos e serviços, além de promover outro tipo de projectos multi e bilaterais.

A parceria poderia alargar-se à Bielorússia, apenas a um nível técnico, e também à Rússia, relativamente à cooperação em iniciativas locais, envolvendo, por exemplo, o enclave de Kaliningrado.

Diferentemente da União para o Mediterrâneo, contudo, o projecto seria gerido pela Comissão Europeia e financiado pelo orçamento da política de vizinhança da União.

A França, por motivos óbvios, bem como a Alemanha, Reino Unido e Holanda já deram apoio à proposta, que deverá ser apresentada oficialmente no Conselho europeu de 20 de Junho.

União diminuída

A União Mediterrânica de Sarkozy terá o seu lançamento oficial em Paris, a 13 de Julho, mas o seu 'perfil' foi substancialmente rebaixado desde que o Presidente francês a apresentou.

Visto inicialmente como um "clube" dos países europeus ribeirinhos e os da margem sul do Mediterrâneo, acabou por transformar-se numa 'extensão' do Processo de Barcelona", em grande parte por uma firme oposição da Alemanha, que temia a divisão da UE.

Segundo a Comissão Europeia, o projecto deverá simplesmente melhorar o processo de Barcelona. A Comissão foi igualmente obrigada a sublinhar que o projecto não era contra a Turquia, uma vez que Sarkozy havia afirmado que este projecto poderia servir melhor os interesses deste país, do que a adesão.

Aliás, segundo anunciou ontem o ministro esloveno para os Assuntos Europeus, Bruxelas poderá abrir em Junho, mais dois capítulos no processo de negociações de adesão da Turquia. 

Sarkozy também não terá papel principal no andamento do projecto do Mediterrânico, que será gerido por uma copresidência rotativa, compreendendo um Estado-membro da UE e um país parceiro do Mediterrâneo. Qualquer dos '27' é elegível para a copresidência.

A União para o Mediterrâneo tem como objectivos, entre outros, a despoluição do Mediterrâneo, segurança marítima ou exploração da energia solar no Norte de África.