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Expresso

Especial Referendo

Portugueses dizem Sim

Os partidários do Sim reclamaram a vitória na noite eleitoral, mas os resultados não são vinculativos. Sócrates vai avançar com a lei, mas o futuro a Cavaco pertence.

O actual referendo sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez (IGV) foi mais participado do que o de 1998. A abstenção desceu dos 68,1%, em 1998, para os 56,4%.

A consulta terminou com uma vitória expressiva do Sim. 59,25% dos portugueses decidiram despenalizar a IVG, mais dez por cento do que em 1998 (31, 9%). Já o Não desceu cerca de 10 pontos percentuais, ficando-se pelos 40,75%, contra os 51,3% dos votos conquistados em 1998.

Quanto à distribuição dos votos por distrito, o Sim venceu claramente “do Rio Mondego para baixo e também no distrito do Porto”, referiu Rui Oliveira Costa, responsável pela Eurosondagem.

O Não voltou a vencer nos arquipélagos da Madeira e dos Açores, apesar de não ter contribuído, como acontecera no anterior referendo, para ditar a vitória do Não a nível nacional.

O carácter não vinculativo da pergunta referendada torna imprevisível o desfecho da questão que foi hoje colocada aos portugueses. No entanto, Sócrates já disse que o Parlamento vai alterar a lei. Depois disso, caberá a Cavaco Silva dar o próximo passo: promulgar ou vetar.