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Expresso

Especial Referendo

Populares dizem que referendo “abriu fractura artificial”

O CDS-PP considera que a elevada abstenção registada no referendo sobre o aborto confirma que “esta não era uma questão essencial para os portugueses”.

Numa declaração feita na sede nacional do partido, logo após o fecho das urnas no Continente e na Madeira, João Vacas, vogal da Comissão Política dos centristas, disse que a consulta popular sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez  “abriu uma fractura artificial na sociedade portuguesa”.

A Comissão Executiva do CDS está reunida no Largo do Caldas a acompanhar os dados do STAPE. O presidente do partido, José Ribeiro e Castro, que foi um dos primeiros a chegar à sede, pouco depois das cinco da tarde, só deverá falar quando existirem resultados concretos sobre quem venceu o referendo.

A primeira reacção às projecções dos resultados será feita por José Paulo Carvalho, mal as televisões apresentem as projecções de resultados, às 20h.
À entrada para a reunião da direcção centrista, Narana Coissoró apontou algumas razões que poderão ter contribuído para a fraca afluência às urnas. Por um lado, a convicção de algumas pessoas de que esta é uma questão de consciência que não deve ser referendada; por outro, a percepção de que será sobretudo um assunto que diz respeito às mulheres; por fim, a “falta de motivação”, apesar da intensa campanha eleitoral.

Em todo o caso, Narana desdramatizou a abstenção e lembrou que José Sócrates já prometeu que o resultado do referendo será “considerado de facto como vinculativo”, qualquer que fosse o nível de afluência às urnas.