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Expresso

Educação em crise

Sindicatos esperam adesão superior a 90%

A confirmarem-se as previsões dos sindicatos dos professores, a esmagadora maioria dos alunos não irá hoje ter aulas. A greve nacional pretende pressionar o Governo a abandonar o modelo de avaliação de desempenho.

"Será uma greve histórica, provavelmente a maior ou uma das maiores de sempre, o que vai demonstrar, mais uma vez, a grande coesão dos professores. Os sindicatos estão todos unidos para exigir ao Ministério da Educação (ME) que abandone a sua postura intransigente e aceite suspender este modelo de avaliação para negociar outro alternativo", afirmou o porta-voz da Plataforma Sindical dos Professores, Mário Nogueira, que prevê uma adesão superior a 90%.

A greve nacional convocada para hoje pelos sindicatos dos professores pretende protestar contra o modelo de avaliação de desempenho definido pelo Governo, que querem ver suspenso.

Em declarações à agência Lusa, o dirigente sindical garantiu que a adesão ao protesto ficará acima dos 90%, igualando ou até superando as greves realizadas no final da década de 1980, então motivadas pela aprovação do primeiro Estatuto da Carreira Docente e que ficaram para a história como as maiores de sempre no sector.

Por isso, Mário Nogueira não tem dúvidas em afirmar que "o mais fácil" hoje vai ser contar as escolas que se mantêm abertas e com aulas.

A decisão de encerrar os estabelecimentos de ensino cabe aos conselhos executivos, que podem decidir manter os portões abertos mesmo que a adesão seja total, desde que se encontrem na escola todos os funcionários e auxiliares.

A confirmar-se o cenário, o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP), Albino Almeida, antevê "transtornos muito grandes" para as famílias e, consequentemente, para as empresas, que poderão confrontar-se com vários empregados ausentes.