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Expresso

Campeonato Nacional da Língua Portuguesa

Instituto Camões promove a excelência

Projectos de formação de professores de português nos PALOP começam a dar os primeiros frutos.

"Eu quero aprender português, nem que para isso tenha de estar uma hora ao telefone", pediu à embaixada portuguesa na Rússia um cidadão siberiano. Por mais surpreendente que possa parecer, esta história contada por Madalena Arroja, do Instituto Camões (IC), é verdadeira e legitima o aumento do investimento nacional na promoção e no ensino da língua portuguesa além-fronteiras.

No que respeita aos PALOP, o IC trabalha em várias frentes, privilegiando a excelência na formação de professores de português e de tradutores e intérpretes.

A divulgação do Campeonato Nacional da Língua Portuguesa junto dos PALOP tem sido outra das batalhas do IC, sobretudo através da rede de Centros de Língua Portuguesa (56 até ao final de 2007). Este ano, os participantes desses países podem concorrer através da Internet, de forma gratuita, nos respectivos centros do IC.

A consolidação de uma rede de docência nos países africanos em desenvolvimento é uma prioridade que sustenta três projectos a decorrer em simultâneo em Cabo Verde, Moçambique e Guiné-Bissau.

O primeiro teve início no biénio 2004/2005, em Cabo Verde, um projecto-piloto de formação contínua destinado a professores do ensino secundário que arrancou em cinco escolas e, em apenas três anos, se estendeu a 30. Abrange um universo de 54 mil alunos, alicerçados por uma rede de 300 professores. Um projecto idêntico nasceu no ano passado em Moçambique. O protocolo celebrado entre o IC e as instituições moçambicanas prevê um esforço suplementar, já que 70% dos docentes de português do ensino secundário não são graduados, "terminaram o 12º ano e foram dar aulas", explica Madalena Arroja. São eles os destinatários desta formação específica que decorre em centros do IC em Sofala, Maputo e Gaza, e em Março se estenderá a mais três províncias: Zambézia, Niassa e Nampula.

Até 2010, está prevista a formação de 750 professores moçambicanos. Só nestas seis províncias, 235 mil alunos serão beneficiados. Um terceiro projecto de formação contínua desenvolvido em 11 pólos na Guiné-Bissau, abrange 838 professores de português, dos ensinos Básico e Secundário. "A partir deste momento, mais de 1500 docentes destes três países que receberam formação específica estarão aptos a responder a todas as dúvidas dos seus alunos".