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Expresso

Apito dourado

Morgado reabre segundo processo contra Pinto da Costa

As declarações de Carolina Salgado “foram decisivas” para a reabertura do caso

Dois dias antes de arbitrar um jogo do Porto, Augusto Duarte foi a casa de Pinto da Costa. A equipa de Maria José Morgado reabriu a investigação a este caso. O presidente do FC Porto já é arguido em três processos.

Uma equipa da Polícia Judiciária vigiava a casa de Pinto da Costa quando viu parar um carro familiar. Era o empresário António Araújo que trazia consigo o árbitro Augusto Duarte, nomeado para dirigir o jogo Beira Mar-FC Porto, marcado para dali a dois dias, a 18 de Abril de 2004. A visita durou uma hora e meia e os polícias viram Araújo e Augusto Duarte a sair da casa de Pinto da Costa à meia-noite em ponto.

Por causa deste encontro, Pinto da Costa esteve indiciado de um crime de corrupção desportiva e explicou em tribunal que "nunca desejou, nem pediu" tal visita, que até considerou "bastante inconveniente", uma vez que a sua mulher na altura, Carolina Salgado, estava doente. Quando lhe perguntaram porque não mandou o árbitro embora, Pinto da Costa justificou-se com o facto de não "o querer hostilizar". E contou que beberam "café" e conversaram "sobre nada".

No livro 'Eu Carolina', a ex-companheira de Pinto da Costa contou que este árbitro era visita habitual da casa de ambos, em Gaia. De acordo com uma fonte do processo, as declarações de Carolina Salgado "foram decisivas" para a reabertura do caso.

O jogo acabou empatado a zero e a PJ apanhou uma conversa telefónica entre Pinto de Sousa e Pinto da Costa, com este a considerar que o árbitro "não esteve mal mas não deu cheirinho nenhum. Só nos deixou passar uns livres, o gajo".

Este é o segundo processo que envolve Pinto da Costa a ser reaberto depois do jogo FC Porto-Estrela da Amadora onde é investigada a possibilidade de o árbitro Jacinto Paixão ter beneficiado os portistas a troco de serviços sexuais de prostitutas. Augusto Duarte, António Araújo e o presidente do FC porto são arguidos num outro processo, por causa do jogo Nacional-Benfica, que acabou com a vitória por 3-2 dos madeirenses.