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Expresso

Novo Aeroporto

Opção Ota é para concretizar

O ministro das Obras Públicas Transportes e Comunicações disse esta manhã, nas conferências da AECOPS, em Lisboa, que a opção da Ota continuar. O concurso para a concessão da obra será lançado já a partir do próximo mês de Julho.

O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, disse esta manhã em Lisboa que o projecto do novo aeroporto da Ota é para continuar, e que o concurso para a concessão da obra será lançado já no segundo semestre de 2006.

Apesar do coro de protestos que se tem vindo a levantar contra a opção Ota, o ministro garante que "não há nenhuma razão para alterar o calendário já estabelecido", isto apesar das propostas ontem feitas por José Manuel Viegas, professor do Instituto Superior Técnico, e que apontam para duas alternativas no Poceirão e Faias, ambas na margem sul do estuário do Tejo.

Mário Lino, que discursou nas conferências da Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas (AECOPS), lamentou o facto de o sector não estar a atravessar um bom momento, dizendo mesmo que "bastava que esta actividade em vez de estar em queda estivesse estagnada para que o Produto Interno Bruto Português fosse muito superior ao registado". Voltou a elencar todas as grandes obras já anunciadas há um ano por si mesmo também nas conferências da AECOPS (Portugal Logístico, novos IP e IC, novo aeroporto internacional de Lisboa, TGV, entre outros de menor dimensão) e apelou à modernização das empresas do sector, para poderem fazer face à "vaga de investimentos que se aproximam".

Augusto Mateus, ex-ministro da Economia, também presente nas conferências da AECOPS, sem o fazer de forma directa, questionou a opção Ota e disse que, caso avance, em vez de ajudar à criação de uma Lisboa de duas margens, em torno do estuário do Tejo, deslocará o centro de gravidade da capital mais para norte, contrariando toda a lógica de ordenamento do território prevista para a Área Metropolitana de Lisboa. O ex-governante lamenta ainda que, passado todo este tempo, o país ainda não tenha sido capaz de definir o tipo de aeroporto que necessita.