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Expresso

Novo Aeroporto

Lezíria pode recuperar terrenos

A Companhia das Lezírias pode reaver 4 mil hectares com a construção do novo aeroporto em Alcochete.

Mário de Carvalho

O presidente de Companhia das Lezírias, Vitor Barros, considera que a localização do novo aeroporto na zona do campo de Tiro da Alcochete pode beneficiar a empresa através da recuperação de terrenos que no passado lhe pertenceram.



"O Campo de Tiro de Alcochete tem 7.500 hectares. Sabemos que apenas 3.500 serão utilizados para a construção do novo aeroporto. Aqui poderá haver uma oportunidade de recuperação de terrenos que já foram da Companhia das Lezírias", disse Vitor Barros, durante um encontro do Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável, em Lisboa.



Reconhecendo que o impacto mais forte sobre a lezíria poderá estar relacionado com as acessibilidades ao aeroporto, Vitor Barros esclareceu que ainda não possui informação sobre a questão rodoviária e do corredor aéreo de aproximação das aeronaves ao aeroporto.



"Poderei perder um pouco de tranquilidade, mas essa tranquilidade já é relativa com os voos a baixa altitude dos aviões da Força Aérea da Base do Montijo", disse Vitor Barros.



A localização do aeroporto em Alcochete pode ainda ter impactos negativos no ecossistema da Reserva Natural do Estuário do Tejo que deverá ser igualmente alvo de atenção no Plano de Ordenamento do Território do Oeste e Vale do Tejo, que deverá estar em discussão público em Junho/Julho.



O plano - destinado a compensar a região Oeste pela escolha da opção Alcochete para o futuro aeroporto em detrimento da Ota (Alenquer) - será financiamentos comunitários além do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), bem como verbas do PIDDAC (Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central) e de empresas.