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Expresso

Novo Aeroporto

Estudo garante ligações mais rápidas às cidades

Se a nova aerogare ficar no Poceirão poderá atrair passageiros de Badajoz e Cáceres, caso o TGV avance, garante o autor do estudo.

A escolha do Poceirão, no estudo agora conhecido, da autoria do professor do Instituto Superior Técnico José Manuel Viegas, é justificada por a zona ter "uma orografia e um padrão de solos muito favoráveis para a implantação de um aeroporto moderno" e pela decisão de "construir, num prazo idêntico ao do novo aeroporto de Lisboa a linha de alta velocidade ferroviária entre Lisboa e Madrid" o que permite uma "redução substancial dos tempos de acesso entre Lisboa (e a restante rede ferroviária) ao aeroporto". Relativamente a Rio Frio, o autor considera que esta localização, mais distante dos estuários do Tejo e do Sado, minora o efeitos sobre as rotas migratórias das aves e reduz para dez mil os 150 mil sobreiros que seria necessário abater na solução Rio Frio.

Além disso, fica a "não mais de 5 quilómetros do alinhamento previsto para a linha de alta velocidade Lisboa-Madrid" e poderá ter uma "localização favorável face ao sistema de auto-estradas existente na área, com base na qual se consegue assegurar uma distribuição muito mais eficaz pelas regiões envolventes".

Localizado a 53 quilómetros de Lisboa, o Poceirão, serve um núcleo populacional maior do que Ota. O autor afirma que a 90 minutos de viagem há 6,7 milhões de habitantes e que a 55 minutos estão Badajoz e Cáceres. "No caso da Ota, há 6,2 milhões de habitantes a 90 minutos."

Sobre a acessibilidade ferroviária, o "estudo Preliminar de Avaliação do Sítio do Poceirão para implantação do Novo Aeroporto Internacional de Lisboa" considera-a "tecnicamente fácil" e poderá permitir uma ligação entre 15 a 20 minutos a Lisboa. "Pode, então, concluir-se, à luz dos resultados apresentados, que a ligação ferroviária de alta velocidade ao sítio de Poceirão permite que esta localização seja competitiva e inclusivamente superior às demais alternativas, pois apresenta ligações muito mais rápidas aos principais centros populacionais ao Centro, Centro-Norte e Centro-Sul de Portugal e, ao mesmo tempo, ligações muito mais rápidas às províncias de Badajoz e Cáceres".

Sobre a visibilidade, o estudo admite que seja melhor do que o de Rio Frio, dado o maior afastamento dos estuários do Tejo e Sado.

Em conclusão, Viegas refere que, embora "as informações de natureza meteorológica e geológica sejam escassas", "indiciam um forte potencial de que este local possa representar uma escolha bem melhor que as anteriormente avaliadas, nomeadamente por reunir todos os pontos positivos e mitigar as duas principais debilidades".

Viegas recomenda que "sejam aprofundados os estudos aqui encetados, no sentido de o Governo poder rapidamente optar por manter a escolha da Ota tal como anunciado ou rever essa escolha por ter sido detectada, entretanto, uma opção de melhor qualidade. O sítio de Poceirão, tal como o de Rio Frio, também avaliado para o desenvolvimento deste projecto, é satisfatório em relação à maioria dos critérios excepto o ambiente natural, embora neste caso com um impacte negativo bastante inferior a Rio Frio".