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Novo Aeroporto

Aeroporto no Poceirão seria melhor do que Ota e Rio Frio

Estudo feito no Instituto Superior Técnico assegura que nova localização diminui impacte ambiental e garante melhores ligações terrestres.

O Centro de Estudos Urbanos do Instituto Superior Técnico divulgou um “Estudo Preliminar” de nove páginas sobre a possível localização do novo aeroporto de Lisboa no Poceirão, uma zona da margem Sul situada próxima de Rio Frio. Segundo o responsável pelo trabalho, José Manuel Viegas, o novo local não terá todos os inconvenientes ambientas de Rio Frio – que foram determinantes para a exclusão deste local – beneficia da proximidade da futura linha de TGV e garante uma maior acessibilidade rodoviária.

O estudo tem data de Janeiro de 2006 mas só agora é conhecido. José Manuel Viegas terá efectuado o trabalho por iniciativa própria – “por uma questão de cidadania”, segundo disse ao Expresso – e fê-lo chegar ao Governo pouco depois da conclusão. O professor procura neste momento financiadores para aprofundar o trabalho.

O secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos disse ao Expresso que "recebemos do professor José Manuel Viegas, como de muitas outras pessoas, um contributo relativo ao trabalho que tem sido feito sobre o novo aeroporto e neste caso concreto sobre a sua localização. Entendemos que este documento é fundamentado nas convicções pessoais do autor, mas foi analisado atentamente como se tratasse de um estudo aprofundado".

Partindo do pressuposto de que a escolha da “Ota resulta mais de debilidades dos sítios alternativos que do reconhecimento de virtudes significativas do próprio”, e tendo em conta que foi o veto do Ministério do Ambiente, ao tempo de Elisa Ferreira – que afastou Rio Frio das hipóteses possíveis –, Viegas procurou outras localizações na margem Sul.

Em relação à atenuação dos impactes ambientais, assegura-se que os 150 mil sobreiros que seriam sacrificados com aquela localização são agora reduzidos para 10 mil e que a interferência com a migração de aves é menor, dado o maior afastamento em relação aos estuário do Tejo e do Sado.

Sobre o importante aquífero existente na zona, alerta para que devem ser mantidas as precauções previstas para Rio Frio. Garante ainda que não haverá interferência com a operação das bases aéreas do Montijo e de Alcochete, pois é possível dar uma orientação às pistas que apenas cause “alguma redução da capacidade de movimentos áreos militares e maiores custos de aproximação de aviões ao novo aeroporto de Lisboa”.