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Novo Aeroporto

Aeroporto na margem sul corta custos para metade

A questão de uma alternativa ao aeroporto na Ota divide os técnicos num momento em que o Governo se mostra irredutível em estudar outras localizações, mesmo que o estudo de um novo local demore apenas seis meses e não comprometa o calendário previsto para a Ota.

A localização do novo aeroporto na zona de Poceirão-Faia permitirá poupar cerca de 1.500 milhões de euros, afirma o especialista em transportes, José Manuel Viegas. Na mesma linha, o ex-ministro do Ambiente, Carlos Borrego defende o aprofundamento do estudo na margem sul do Tejo e que aquelas zonas não têm as condicionantes ambientais que permitiram o veto de Rio Frio. O geógrafo Jorge Gaspar sai em defesa da Ota ao considerar que é uma boa localização, sobretudo do ponto de vista de ordenamento do território.

O projecto está avaliado em 3,1 mil milhões de euros, limitando-se o financiamento público a 600 milhões.

Só para a construção do aeroporto, José Manuel Viegas avalia em cerca de 650 milhões de euros a poupança induzida por uma nova localização na zona do Poceirão-Faia. Este professor do IST diz que a estimativa é feita pelos valores mínimos. Para o ex-ministro do Ambiente, Carlos Borrego, a zona Poceirão-Faia não tem os condicionamentos de área, resolve as questões relacionadas com a orografia e não levanta problemas de localização. “Estamos a falar de uma zona situada a 10-15 km de Rio Frio, em que todos os corredores migratórios e zonas de protecção especial ficam a mais de 10 km”, salienta.

“A boa localização do novo aeroporto é a que vai ao encontro do centro de gravidade das dinâmicas económicas e demográficas”, defende o geógrafo e investigador Jorge Gaspar. Para o director do Departamento de Geografia da Faculdade de Letras, a zona ideal a nível nacional está a Norte do Tejo – eixo Lisboa-Porto. O novo aeroporto terá também que “aproximar-se do centro de gravidade da Área Metropolitana de Lisboa, que tem 2,5 milhões de habitantes a norte do Tejo e 750 mil a sul”.

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