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Expresso

Como os EUA seguiram o 28 de Setembro

IV – Fátima e Pátria

Na manhã de 19, Lisboa acorda com milhares de cartazes colados nos muros e paredes, de apoio a Spínola. Desenhado pelo artista plástico Quito e com uma tiragem de um milhão de exemplares, o cartaz apela à mobilização da “maioria silenciosa”, a figura de retórica utilizada dias antes por Spínola. Sem data nem local, nem qualquer identificação partidária, o cartaz limita-se a anunciar uma manifestação.

Na embaixada norte-americana, à Avenida Duque de Loulé, já se conhece a estratégia, até porque Galvão de Melo é um dos principais promotores. Os funcionários procuram mais detalhes. Fontes do PPD (actual PSD) afiançam que a manifestação será em 23 de Setembro, mas que o partido de Sá Carneiro recusou participar numa reunião preparatória. Destacadas figuras do antigo regime, no entanto, asseguram que “a data contemplada será domingo, 13 de Outubro, seguindo-se às celebrações de Fátima em que se espera a participação de centenas de milhares de fiéis”. A ideia é organizar uma grande jornada em torno do mote “Fátima e Pátria”. Galvão de Melo prevê que “participem  meio milhão de pessoas”.