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Expresso

11 de Setembro

Portugueses dispostos a sacrificarem liberdades individuais por causa do terrorismo

Os portugueses estão dispostos a trocar liberdades e garantias sempre que esteja em causa o combate ao terrorismo. 68% acreditam que o mundo está menos seguro.

Quase dois terços dos portugueses (63,8%) dizem estar  prontos a aceitar uma maior restrição das suas liberdades individuais se isso significar uma maior eficácia no combate ao terrorismo, sendo que apenas um quarto não parece disposto a fazê-lo, revela uma sondagem EXPRESSO / SIC / Renascença / Eurosondagem feita nas vésperas de se completaram cinco anos sobre o atentado de 11 de Setembro em Nova Iorque.

O pessimismo sobre a evolução da ameaça terrorista é partilhado por 68% dos portugueses, que acreditam que o mundo está menos seguro hoje do que em 2001, não se distinguindo daqueles que acham que o planeta se tornou um sítio pior para se viver (69,9%) e de que há menos paz (72,1%).

Já as certezas sobre quem são os principais culpados do clima de insegurança não são tão grandes assim: 43,5% apontam o dedo às organizações terroristas, enquanto 19,6% preferem atribuir as responsabilidades aos Estados Unidos.

A esmagadora maioria dos inquiridos (74,9%) estão convencidos de que os Estados Unidos e os países ocidentais não ganharam – pelo menos ainda – a guerra contra o terrorismo declarada depois do 11 de Setembro.

A possibilidade de atentados em qualquer parte do mundo fez, inclusive, com que 25% dos portugueses tenham chegado a trocar o avião por outro meio de transporte nos últimos cinco anos. Mas a prova mais evidente de que a população sente que o terrorismo é uma ameaça também no nosso país é o facto de os resultados da sondagem colocarem o tema à frente do combate ao crime na lista de prioridades (8,8% contra 6,2%) com que as oposições se deviam preocupar na reentrée política em Portugal.

 

Ficha técnica

Estudo de opinião efectuado pela Eurosondagem, S.A., para EXPRESSO, SIC e Rádio Renascença, de 31 de Agosto a 5 de Setembro de 2006. Entrevistas telefónicas, realizadas por entrevistadores seleccionados e supervisionados, entre as 19 horas e as 23 horas. O universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal continental e habitando em lares com telefone da rede fixa. A amostra foi estratificada por região (Norte – 20,4%: A.M. do Porto – 14,4%; Centro – 29,4%; A.M. de Lisboa – 26,2%; Sul – 9,6%), num total de 1.031 entrevistas validadas. Foram efectuadas 1.331 tentativas de entrevistas e, destas, 300 (22,5%) recusaram colaborar no estudo de opinião. Foram validadas 1.031 entrevistas, correspondendo a 77,5% das tentativas realizadas. A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e o entrevistado, em cada agregado familiar, foi o elemento que fez anos há menos tempo. Desta forma aleatória resultou, em termos de sexo: feminino – 51,5%; masculino – 48,5%. No que concerne à faixa etária: dos 18 aos 25 anos – 15,4%; dos 26 aos 35 anos – 18,4%; dos 36 aos 45 – 19,4%; dos 46 aos 59 – 21,8%; com 60 anos ou mais – 25,0%. O erro máximo da amostra é de 3,05% para um grau de probabilidade de 95,0%. Um exemplar deste estudo de opinião foi depositado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social.