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Expresso

Eleições no Reino Unido

Muitos terão ficado sem votar

Subida da participação causou filas à porta das mesas de voto. Eleitores que tinham chegado a horas não puderam exercer o direito ao voto. (Veja os vídeos no final do artigo) Clique para aceder ao índice do dossiê Eleições em Inglaterra.

Pedro Cordeiro, enviado a Londres (www.expresso.pt)

O aumento da participação eleitoral causou problemas no Reino Unido. Centenas de pessoas terão ficado sem votar embora já estivessem na fila várias horas antes do fecho das urnas, ocorrido às 22 horas. As edições digitais dos principais jornais informam que houve protestos em ruas de várias localidades britânicas. Já há vídeos no YouTube a dar conta do sucedido. (Veja o vídeo no final do artigo)

Clique para aceder ao índice do dossiê Eleições em Inglaterra

A BBC garante que em Hackney South and Shoreditch, no leste de Londres, certos eleitores foram mandados embora às 21 horas, uma hora antes do fecho das urnas. Os membros da mesa de voto disseram-lhes que já não havia condições para votarem. A presidente da comissão eleitoral, Jenny Watson, declarou-se "preocupada" e afirmou na televisão que essas mesas de voto violaram a lei. A vice-líder do Partido Trabalhista, Harriet Harman, admite que os resultados possam ser judicialmente contestados, já que em certos caso, como Chester, o número dos que não votaram (embora quisessem) é próximo da margem de vitória das últimas eleições.

"Até às 22 horas é obrigatório entregar boletins de voto às pessoas", explicou Watson. A situação é diferente, porém, nos locais onde os boletins esgotaram: "Tem de se deixar votar as pessoas que recebem o boletim até às 22 horas. Mas ninguém pode receber o boletim depois dessa hora mesmo que já esteja dentro da assembleia de voto", esclarece Watson, que defende uma alteração à lei para permitir o voto a todos os que se dirigirem às urnas até às 22 horas, mesmo que tenham de esperar.

Círculo de Nick Clegg foi afectado

Um dos círculos eleitorais mais afectados terá sido o do líder liberal democrata Nick Clegg, Sheffied Hallam, onde cerca de 200 eleitores não puderam votar, escreve "The Guardian". As portas da assembleia de voto foram trancadas, por falta de boletins de voto. Alguns dos que foram impedidos de votar dirigiram-se à casa de Clegg para exprimir o seu descontentamento. Um grupo destes eleitores, na maioria estudantes, já criou uma página no Facebook a denunciar o sucedido.

Políticos de vários partidos que participam nas emissões eleitorais da BBC e da ITV já consideraram o caso "escandaloso" (Tessa Jowell, ministra dos Jogos Olímpicos, trabalhista) e "ridículo" (Eric Pickles, deputado conservador). Este caso afectou circunscrições da Grande Londres, como Peckham e Lewisham, mas também as cidades de Milton Keynes, Birmingham, Manchester e Newcastle. Nalguns locais a polícia interveio para pôr termo aos protestos. (Veja o vídeo no final do artigo)

"É totalmente frustrante. Tenho o direito de votar. às 18h45 a fila já era demasiado longa para que pudesse fazê-lo. Fiz um esforço. Cheguei cedo. Isto foi muitíssimo mal conduzido", afirmou uma eleitora à Sky.