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Eleições no Reino Unido

Conservadores ganham sem maioria absoluta

Há 36 anos que o Reino Unido não se confrontava com resultados eleitorais que exigem uma aliança para formar governo. Os Conservadores ganharam, mas sem maioria absoluta. Clique para aceder ao índice do dossiê dossiê Eleições em Inglaterra.

Nenhum partido britânico conseguiu assegurar a maioria absoluta nas eleições legislativas de quinta feira, mas os Conservadores são o partido com maior número de votos e deputados.

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Apurados 616 dos 650 lugares é, neste momento, matematicamente impossível para qualquer dos partidos conseguir eleger os 326 deputados necessários para garantir uma maioria absoluta, o que já não acontecia desde 1974.

Os Conservadores elegeram até agora 291 membros da Câmara dos Comuns, o partido Trabalhista 247 e os Democratas Liberais 51, e os restantes 27 assentos foram distribuídos por partidos escoceses, galeses e da Irlanda do Norte.

Os Verdes conseguiram colocar pela primeira vez um candidato no Parlamento, a líder Caroline Lucas.

Deputado desde de 1979, Peter Robinson perde o lugar

Numa noite marcada pela incerteza dos resultados, várias figuras de topo dos diferentes partidos foram derrotadas, com destaque para o líder do governo da Irlanda do norte, Peter Robinson, que perdeu o lugar que tinha desde 1979.

No campo dos Trabalhistas, Charles Clarke, antigo ministro do Interior e feroz crítico de Gordon Brown, não conseguiu ser reeleito, à semelhança de Jacqui Smith, também ex-ministra do Interior caída em desgraça devido às alegadas irregularidades nas despesas feitas enquanto deputada.

Nick Clegg muito aquém das expectativas

Os Democratas Liberais, de quem se esperava um resultado mais robusto após o pico causado pela popularidade do líder Nick Clegg, perderam dois deputados de primeira linha, Lembit Opik e Evan Harris.

Apesar de terem ganho 91 lugares, sobretudo à custa dos Trabalhistas, os Conservadores não conseguiram eleger alguns dos seus candidatos favoritos, como Annunziata Rees-Mogg e Shaun Bailey.

Fora do Parlamento ficaram, até agora, o partido eurocético UKIP e o partido de extrema direita BNP, que não conseguiram repetir o feito de Junho do ano passado, quando elegeram deputados para o Parlamento Europeu.

O futuro do governo está agora nas mãos do primeiro ministro Gordon Brown que, segundo as normas, tem o direito de tentar negociar uma coligação ou apoios de outros partidos para formar um executivo.

Tal poderá demorar vários dias, nomeadamente se tentar aliar-se aos Democratas Liberais, cujos órgãos internos têm de aprovar um acordo antes de este ser anunciado.

Se não houver perspetiva de um governo estável, Gordon Brown poderá optar por apresentar a demissão à rainha, que chamará então David Cameron enquanto líder do partido maioritário no Parlamento para o convidar a formar governo.

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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