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Expresso

Corrida à liderança social-democrata

Menos de um por cento para Patinha Antão

A candidatura do vice-presidente da bancada parlamentar laranja considera-se discriminada pela comunicação social.

O resultado de 0,7 por cento que Patinha Antão obteve hoje nas eleições directas do PSD já era esperado. Por isso, na sede de campanha do deputado não houve lugar para surpresas, à medida que se ia sabendo que os votos nas secções não tinham dois dígitos.



Mário Patinha Antão, 62 anos, vice-presidente do grupo parlamentar laranja e ex-secretário de Estado Adjunto da Saúde de Pedro Santana Lopes, foi o candidato 'outsider' destas eleições directas.



Prometeu desde o primeiro momento que ia levar a candidatura até ao fim e fê-lo. "Sou candidato e sou candidato até ao fim", disse quando se apresentou na corrida à liderança do PSD.



Na sede do hotel Altis não estava uma dúzia de pessoas e nenhuma delas se mostrou arrependida. Os apoiantes mais próximos já pensam na anunciada associação cívica. "Valeu a pena. É um projecto que não acaba aqui. O que interessa são as ideias e nós vamos tratar de as divulgar mais, junto da comunicação social e das bases do partido", diz Regina Falcão, uma das poucas apoiantes que esteve hoje na sede, no hotel Altis, em Lisboa.

A campanha é vista como o momento em que Patinha Antão se mostrou aos militantes do PSD e ao país. "O que interessa é que agora há mais gente que conhece o professor Patinha Antão", continuou Regina Falcão.



Para a comunicação social ficam queixas de parcialidade. "Houve uma parte da comunicação social que não foi imparcial, que deu o candidato Patinha Antão como derrotado à partida", acusa Filomena Nascimento, assessora de imprensa.



"Houve uma selecção por parte da comunicação social que deu mais visibilidade aos outros candidatos", garante Regina Falcão.