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Expresso

Corrida à liderança social-democrata

Jardim ao lado de Santana

Alberto João Jardim diz que o próximo líder do PSD será transitório e que se até 2009 não se mostrar capaz de derrotar o Governo Socialista então deve sair. Se isso acontecer, Jardim admite ser candidato.

Sara Moura, na Madeira

Alberto João Jardim colocou-se hoje de fora da corrida à liderança do PSD, justificando a decisão com uma questão de "bom senso". Jardim, numa conferência de imprensa realizada no Funchal, admitiu que, pessoalmente, prefere Pedro Santana Lopes, de quem está mais próximo ideologicamente, mas frisou que o PSD-Madeira não vai apoiar nenhum dos candidatos.

"Pessoalmente, no quadro a que chegámos, prefiro Pedro Santana Lopes, não por me identificar com várias posições suas, mas porque mal vamos quando se enjeita a Ideologia e a coerência política", explicou, mostrando-se convencido que o vencedor do congresso de Guimarães será um líder a prazo, "sobretudo se não conseguir derrotar os socialistas".

Mas, ganhe quem ganhar, Jardim garantiu que o PSD-Madeira, não vai perturbar quem for eleito, só que vai estar atento à actuação do futuro líder. "Temos que estar atentos para decidir no primeiro trimestre de 2009 se temos ou não condições de ganhar aos socialistas", avisou, dizendo que se o líder "persistir", sem ter condições para derrotar José Sócrates, é que está lá para "segurar" o partido e não para vencer o PS.

Insistindo que o próximo presidente do PSD será um líder a prazo, Jardim deixou transparecer que não põe de parte uma futura candidatura à liderança até porque reuniu apoios consideráveis. "Não foi por medo que não concorri, mas por uma questão de bom senso de não queimar cartuchos", justificou, lembrando que a "experiência adquirida" deu-lhe "maturidade" para não participar em "aventureirismos", nem remar contra "invejas medíocres".

Por isso, mesmo com o aparecimento das "tropas" que tinha pedido, Alberto João Jardim prefere ficar de fora da corrida à liderança e admite nem ir à reunião magna do partido. "Não sei se vou ao Congresso porque não me identifico com esta situação que o partido vive", concluiu.