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Expresso

Corrida à liderança social-democrata

A festa acabou cedo... pá

Na sede de campanha do candidato nunca ninguém pareceu acreditar na vitória.

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Redatora Principal

Sem vitória, não houve festa e todos foram embora cedo. Eram 19h55 e Pedro Passos Coelho veio pessoalmente despedir-se dos poucos jornalistas que ainda permaneciam na sua sede, que nunca teve muita gente.

'Pesos pesados' foram poucos: viu-se Ângelo Correia entrar apressadamente na sede e fugir aos jornalistas galgando as escadas para o andar superior e Paulo Teixeira Pinto, que ao chegar, às 18h30h em ponto, se recusou também a qualquer comentário. Fernando Ruas, o mandatário nacional, ficou por Viseu onde, aliás, Passos Coelho ganhou.

Teixeira Pinto haveria de sublinhar, mais tarde, que "com Manuela Ferreira Leite o partido ficará muito bem entregue" e, quanto ao seu candidato, disse que ele se mantinha "uma esperança para o futuro". Mas excluiu liminarmente a sua própria participação: "Não estou disponível para nenhuma função, nem para a vida política activa".

A sede de campanha esteve sempre a meio gás e, como às vezes é costume, com muito mais jornalistas que militantes convictos. Mas mesmo esses debandaram cedo.

O que pareceu mesmo é que nunca ninguém acreditou na vitória do candidato. Mesmo quando não podiam dizê-lo.