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Expresso

A revolta dos monges

União Budista e AI promovem vigília em Lisboa

Depois de um fim-de-semana em que o mundo se manifestou contra a ditadura na Birmânia, segunda-feira é a vez dos portugueses saírem à rua.

A União Budista Portuguesa promove segunda-feira no Marquês de Pombal, Lisboa, uma vigília de solidariedade para com a luta do povo birmanês, disse ontem à agência Lusa, Paulo Borges, um elemento da organização.

Paulo Borges acrescentou que a vigília terá início às 19 horas e irá contar com a presença de representantes portugueses da Amnistia Internacional (AI). O encontro terá como objectivo chamar a atenção para "a luta heróica do povo e dos monges birmaneses".

Os promotores da vigília apelam aos participantes para que levem cartazes contra a não violência - em comunhão com a luta dos monges budistas na Birmânia - e velas, referiu Paulo Borges, acrescentando que os praticantes budistas presentes na vigília irão praticar meditação e recitar textos sagrados budistas e mantras.

A AI está a pedir o fim dos ataques aos manifestantes na Birmânia e a exigir a libertação imediata das pessoas detidas na sequência de participação nas manifestações.

Paulo Borges diz que a vigília visa ainda alertar a população para os monges budistas desaparecidos na Birmânia, que são levados para locais desconhecidos, apelando para que não sejam submetidos a tortura.