Siga-nos

Perfil

Expresso

Se fosse ministro do Ambiente...

Vitor Bruno Areias Peixoto

O sector dos transportes é crucial para Vitor Peixoto, finalista de Engenharia Ambiental na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Daí ter concentrado as suas medidas nesta área, onde acha que é possível actuar mais rapidamente contra os gases com efeito de estufa.   

Se fosse ministro do Ambiente, três das muitas medidas que tomava seriam no sector dos transportes. É este um dos sectores mais preocupantes e aquele onde se pode actuar mais rapidamente. Assim:

1. Começava por elaborar planos estratégicos de trânsito condicionado nos centros das cidades, criando tarifas/portagens para quem circulasse dentro dessas mesmas áreas (na lógica de utilizador-pagador). Apenas os transportes públicos teriam livre-trânsito.

2. Outra medida passaria pela racionalização e controlo do uso do automóvel. Daria competência aos centros de inspecção automóvel que,  além de todas as verificações efectuadas ao veículo de forma periódica (anual), passariam a ter um registo e monitorização do número de quilómetros percorridos durante o ano, sendo os impostos aplicados em função destes dados. Os veículos de empresas e transportes públicos seriam analisados de forma diferente dos veículos particulares, ou seja, pagariam menos impostos ou estariam mesmo isentos.

3. Por fim, a última medida teria como objectivo reduzir as emissões de dióxido de carbono e ao mesmo tempo a sinistralidade rodoviária. Passaria pela instalação de radares de controlo de velocidade em todas as autoestradas, uma vez que os automóveis que excedem a velocidade máxima aumentam de forma acentuada as emissões de gases com efeito de estufa.

Estas medidas destinavam-se apenas  ao sector dos transportes, mas a aplicação de todas as verbas provenientes das tarifas, impostos e multas na reflorestação do país teria um importante impacto no sequestro e na redução das emissões de dióxido carbono.