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Expresso

Mês do Ambiente

Um Expresso diferente

Durante o mês de Fevereiro, o jornal vai apostar forte no Ambiente.

As quatro edições físicas de Fevereiro do Expresso vão ser compensadas em termos de emissões de dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera, numa iniciativa inédita na imprensa e nos ‘media’ portugueses.

Todos os cadernos - 1º Caderno, Economia, Única e Actual - terão ao longo do mês reportagens, entrevistas, investigações, notícias, análises e artigos de opinião sobre temas do Ambiente. Neste primeiro Expresso ‘CarbonoZero’, o grafismo do jornal está relacionado com esses temas, em especial as primeiras páginas de cada caderno.

A compensação das emissões de CO2 do Expresso é feita com o apoio da E.Value, empresa que as estimou em 182 toneladas por cada edição de 152 mil exemplares de tiragem. O processo abrange apenas a edição física do jornal (papel, impressão e acabamento), ficando excluídas a produção de conteúdos (consumo de energia na redacção, deslocações em serviço dos jornalistas) e a distribuição do jornal (transporte de exemplares entre a empresa gráfica e os pontos de venda) - fontes de emissão de gases com efeito de estufa de contabilização bastante mais complexa.

Na prática, a partir de Março o Expresso vai co-financiar a plantação de árvores e o apoio à manutenção e gestão de áreas florestais já existentes na Tapada Militar de Mafra, atingida por um incêndio em Setembro de 2003, e na Companhia das Lezírias (Benavente), onde a espécie florestal predominante é o sobreiro. Antes disso, a E.Value vai monitorizar com dados reais as quatro edições de Fevereiro do jornal, que passa então a ter o estatuto ‘CarbonoZero’.

Entretanto, a entrevista com Al Gore, que o Expresso anunciou na semana passada, teve de ser adiada devido à morte de Richard Kelley, padrasto de Bill Clinton. O antigo vice-presidente dos EUA vai estar em Lisboa a 8 de Fevereiro, onde dará uma conferência no Museu da Electricidade sobre as alterações climáticas, tema abordado no seu livro e filme ‘Uma Verdade Inconveniente’. A conferência é fechada ao público e aos ‘media’, estando prevista a presença de 600 pessoas.

NOTA EDITORIAL



Causas que valem a pena

Há causas que vale a pena defender. Não num sentido dogmático, intransigente, mas ao contrário, com toda a abertura do mundo, permitindo o confronto de opiniões e deixando a quem nos lê retirar as suas próprias conclusões.

Há assuntos para os quais vale a pena alertar as consciências e chamar para a primeira linha da informação, porque muitas vezes andam dela arredados por temas que fazem a espuma dos dias, mas disso não passam.

O Ambiente é uma dessas causas. O Expresso não pretende doutrinar ou conduzir a opinião dos seus leitores. Mas acredita que é importante, determinante para o nosso futuro colectivo, reflectir sobre o assunto, debatê-lo e torná-lo constante na nossa acção diária.

O aquecimento global é hoje uma constatação cujos efeitos sentimos. Não sabemos até que ponto a actividade dos seres humanos contribui para ele - e não interessa discutir as culpas -, mas sabemos que há modos de tentar minimizar o problema. Não pretendemos voltar à idade da pedra, não utilizar energia ou proibir os automóveis e as indústrias poluentes, mas sabemos que, se cada um de nós e se cada uma das empresas tiver um pouco mais de cuidado, viveremos melhor o nosso futuro. Como Al Gore diz no seu filme, foi assim que vencemos a batalha dos CFC (clorofluorcarbonetos) e das suas consequências nocivas sobre a camada de ozono. Hoje, que já sentimos efeitos concretos das alterações climáticas, que temos de pagar, através dos nossos impostos, as limitações a que nos obrigámos em Quioto, talvez estejamos todos um pouco arrependidos de não ter dado, no passado, mais importância ao assunto.

Por isso defendemos que a educação ambiental, a reciclagem, as energias renováveis e não-poluentes são outros tantos temas a que devemos e temos a obrigação de dar atenção.

Não somos exemplares, estamos longe disso. Sabemos que na nossa actividade há muitas árvores sacrificadas e podem verificar nesta mesma página que a nossa emissão de CO2 por edição é considerável. Este mês vamos compensá-lo, pagando-o. É um começo que apenas simboliza o empenho e a seriedade com que encaramos este desafio.