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A forma como trabalha afeta a saúde dos seus filhos

A interferência do trabalho no tempo em família, nomeadamente através de meios digitais, tem impacto negativo na saúde mental das crianças

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Estudo publicado na Harvard Business Review indica que as crianças de pais satisfeitos com o seu emprego tendem a demonstrar menos problemas comportamentais, um indicador-chave da sua saúde mental. O mesmo se passa quando as mães têm autonomia e controlo sobre as condições de trabalho. O problema é que em Portugal o modelo preponderante de organização do trabalho ainda é muito burocrático e centralizador

Sónia M. Lourenço

Sónia M. Lourenço

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Jornalista

Sente-se satisfeito com o seu emprego? Ou ir para o trabalho é um sacrifício todas as manhãs? A resposta é importante não só para a sua vida como também para a dos seus filhos, conclui um estudo publicado na Harvard Business Review. Num artigo intitulado “How our careers affect our children”, Stewart D. Friedman - professor da Wharton School of Business da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos e diretor do Projeto de Integração Trabalho/Vida da Wharton - analisa como a forma como o trabalho dos pais afeta a vida das crianças.

Friedman parte de um inquérito realizado no início do século em que, em conjunto com Jeff Greenhaus, da Universidade de Drexel (nos Estados Unidos), foram entrevistados cerca de 900 profissionais entre os 25 anos de idade e os 63 anos em diversas sectores de atividade. “Vale a pena um novo olhar sobre alguns dos resultados sobre como as vidas emocionais das crianças - os acionistas invisíveis no trabalho - são afetadas pelas carreiras dos seus pais”, escreve no artigo. E continua: “As conclusões ajudam a explicar o que tem sido observado desde a nossa investigação original sobre como as crianças são negativamente afetadas por os seus pais serem digitalmente distraídos [fenómeno conhecido como 'technoference'] e pelos efeitos nocivos do stresse no trabalho sobre a vida familiar”.

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