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A posse de Bolsonaro foi “um dia de cão” para os jornalistas brasileiros

Condições de trabalho dos jornalistas que relataram a posse de Jair Bolsonaro

Monica Bergamo/Folhapress

Sem água, café, cadeiras nem casa de banho. Foi assim que os profissionais da comunicação social encontraram o Palácio do Planalto no dia da posse de Jair Bolsonaro como novo Presidente do Brasil. O pior é que temem que isto seja só o princípio de uma relação difícil. Sinais de que os tempos mudaram para os brasileiros

Christiana Martins

Christiana Martins

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Jornalista

Que Jair Bolsonaro foi eleito o 38º Presidente do Brasil com base numa campanha quase totalmente feita nas redes sociais já se sabia. Que a relação do “mito” com a comunicação social era marcada pela desconfiança, também. O que não se esperava era que no próprio dia da posse, esta terça-feira, a orientação institucional fosse para deixar os jornalistas brasileiros e internacionais sem condições mínimas de trabalho. Mas foi o que aconteceu, e as surpresas sucederam-se num dia que já foi classificado por uma das mais seniores profissionais de imprensa do Brasil como um verdadeiro “dia de cão”.

Colunista da “Folha de São Paulo”, Monica Bergamo escreveu uma crónica em que detalha, ao minuto, o que passaram os jornalistas presentes para acompanhar a cerimónia. “Foi, de fato, algo jamais visto depois da redemocratização do país, em que a estreia de um novo governo eleito era sempre uma festa acompanhada de perto, e com quase total liberdade de locomoção, pelos profissionais da imprensa”.

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  • Jornalistas brasileiros profundamente preocupados com novas regras de Bolsonaro

    A Associação Brasileira de Imprensa emitiu um comunicado em que manifesta “profunda preocupação com o excesso de restrições impostas aos jornalistas credenciados para a cerimônia de posse do Presidente da República Jair Bolsonaro”. Relata situações de “cárcere privado”, com os profissionais da comunicação limitados no exercício da profissão na passada terça-feira e deixa um alerta ao novo chefe de Governo de que “que a campanha eleitoral terminou”