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Moonspell. A banda de heavy metal que “arrasou” no meio dos livros

No México, o vocalista da banda portuguesa, Fernando Ribeiro, deu uma conferência sobre Fernando Pessoa e o auditório lotou. Mais tarde, o grupo juntou-se para o lançamento da biografia “Lobos que foram homens” e a sala encheu-se de fãs de livro aberto a pedir autógrafos. Um dia depois, a terra tremeu quando cerca de três mil mexicanos vestidos de negro fizeram rebentar pelas costuras a segunda maior feira do livro do mundo. O concerto de Moonspell em Guadalajara marcou o derrubar do “falso nicho de mercado” da banda portuguesa: “estar na feira do livro é uma conquista contra um certo preconceito nacional”

É pelo medo que entramos no concerto de Moonspell. “Em nome do medo, do medo sem fim, na ira dos deuses, caímos enfim.” Estamos no México, mas estamos em Portugal. É 2018, mas é 1755, o álbum mais recente da banda portuguesa, que versa sobre a catástrofe que dilacerou Lisboa, rasgando a meio um imaginário de trevas e fantasmas, território perfeito para uma noite de heavy metal. Fernando Ribeiro entra em palco empunhando uma candeia, abertura teatral que ao longo da noite terá outros momentos épicos, como aquele em que ergue uma cruz da qual jorram lasers vermelhos.

“Diz-me quem é que lá vem, dentro do mar de ninguém. Que força é essa que não se contém, que força é essa que não… Não, não deixará pedra sobre pedra. Não, não restará ninguém sobre a terra.” Em coro com o vocalista, três mil gargantas mexicanas. Celebra-se a língua portuguesa num ambiente sombrio, cheio de guitarras graves e distorcidas. O concerto, de alta intensidade, há de durar hora e meia, com direito a dezasseis músicas, entre as mais recentes - “Em nome do medo”, “1755”, “In Tremor Dei”, “Ruínas” e “Desastre” - e os clássicos “Opium”, "Everything Invaded", “Herr Spigelman” e “Alma Mater”. A fechar a noite a celebração de “Full Moon Madness”, da qual faz parte o verso “Lobos que foram homens”, adotada como título da biografia escrita pelo jornalista Ricardo S. Amorim e apresentada na Feira do Livro de Guadalajara por José Luís Peixoto, um dos escritores portugueses mais conhecidos no México.

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