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Voo com destino à solidão. A vida dos escritores que passam o ano em eventos literários

José Luís Peixoto e Valter Hugo Mãe na Feira do Livro de Guadalajara, México

Índia, Colômbia, Japão, Israel, México, enfim, duas, três vezes por mês lá vão eles, mala feita, livros ao peito, participar em apresentações de obras suas um pouco por todo o mundo. Há já vários anos que vivem e escrevem nos intervalos entre aeroportos, quartos de hotel, conferências e sessões de autógrafos

É início de dezembro e José Luís Peixoto está em Guadalajara, onde participa pela quarta vez como autor convidado na Feira do Livro. Veio da Cidade do México, e antes disso, esteve no Japão. “Cheguei aqui ao México vindo do Japão, onde apresentei o meu romance 'Galveias'. Para mim foi muito impressionante, porque o livro é sobre a minha aldeia nos anos 80 e assistir à forma como ele foi lido e entendido impressionou-me muito. No caso do Japão, senti realmente como um feito. Quando um dia fizer a contabilidade das coisas que alcancei, essa poderá fazer parte desse balanço. É uma realidade cultural bastante diferente e sentir que essas barreiras são ultrapassadas através dos livros é algo em que acredito muito, algo que persigo e que considero importante.”

O escritor português não sabe ao certo quantas viagens já fez em 2018, mas diz que são muitas: “Logo no início do ano fui à feira do livro de Deli, na Índia, apresentar a edição do 'Morreste-me'. Depois passei pela Colômbia, estive no Brasil, Japão, Indonésia, China. Também estive em Espanha, França e várias partes de Portugal.”

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