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Alberto João Jardim sobre o caso Silvano. “Escândalo era se eu não trouxesse cuecas”

Fotos Gregório Cunha

Alberto João Jardim está a lançar à hora de fecho desta edição o seu primeiro romance, no qual imagina um novo partido que, a partir da Madeira, ganha o país e referenda uma nova Constituição. Em entrevista ao Expresso, confessa que optou por escrever como podia ter decidido dedicar-se à filatelia e... fala de política. Diz qual é a “taça” que falta ao PS e que António Costa quer, admite que está com Rui Rio e resume os escândalos dos secretários-gerais do PSD à sua maneira: “escândalo era se eu não trouxesse cuecas”. Quanto ao partido de Santana Lopes, não o entusiasma e vê o de André Ventura como “um benfiquismo”

Marta Caires

texto

Jornalista

No seu livro, intitulado “diz 'Não'” (Campo das Letras), cruzam-se várias personagens, através das quais o anterior presidente do Governo regional da Madeira procura fazer a sátira a uma certa sociedade madeirense.

Porque é que decidiu escrever um romance?
A todos nós, na vida dá-nos, de vez em quando, para fazer uma coisa diferente. Quando se está reformado, temos mais tempo para imaginar coisas. Tinha acabado de escrever o livro sobre as memórias de 40 anos de governo e fiquei a pensar no que faria a seguir. Não ia falar outra vez do passado e decidi: vou fazer um romance. Podia dizer “vou escrever um romance” como podia dizer “vou dedicar-me à filatelia”. Foi o que me deu na cabeça, e como gosto de escrever decidi que era mesmo isso que ia fazer: um romance.

No romance todos os dias temos de ter imaginação. As personagens têm de jogar umas com as outras. Neste livro são muitas personagens, várias famílias
Há muitas personagens, aquilo tem de bater tudo certo. Além disso, eu começo antes do 25 de Abril e acaba perto de 2030, não pode haver engano nas datas. Foi um pouco como aprendi na tropa: fiz uma espécie de grande esquema, como se fosse um plano de batalha do Estado Maior, onde meti as personagens, as famílias. E gostei de o fazer, cansou-me mais do que o outro, tendo metade das páginas.

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