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O primeiro-ministro sabia do encobrimento? E fez tudo para saber? As perguntas sobre Tancos que Costa deve enfrentar no Parlamento

Esquerda e direita vão adotar estratégias contrárias na comissão de inquérito

Foto Paulo Cunha/ Lusa

No dia em que é conhecida a data de tomada de posse da comissão que vai investigar Tancos - 14 de novembro - e os deputados que dela farão parte, o Expresso falou com os partidos para perceber quais serão as dores de cabeça para Costa e o Governo. É para eles que as baterias estão apontadas. Marcelo, “até ver”, sai ileso

“Não queremos saber quem furtou, nem quando, nem como”. A frase é do líder parlamentar do CDS, Nuno Magalhães, e descontextualizada pode levantar dúvidas: afinal, o que é que os partidos, nomeadamente o responsável pela criação da comissão de inquérito ao caso de Tancos, querem apurar? A resposta é dada logo a seguir: “O que queremos saber são matérias políticas”.

O foco político foi estabelecido pelo CDS assim que propôs a comissão e ajuda a responder a uma das principais preocupações levantadas à esquerda: a comissão pode ficar limitada na sua ação se coincidir com matérias que estão a ser tratadas na investigação judicial e abrangidas pelo segredo de Justiça. Mas é precisamente isso que os democratas-cristãos, seguidos de perto pelo PSD, querem evitar. Por isso, afinaram a pontaria: se, inicialmente, no seio dos dois partidos, se falava com muitas dúvidas da iniciativa de chamar António Costa a dar explicações, agora ambos a admitem - e, no caso do CDS, avançam mesmo com um requerimento nesse sentido. O primeiro-ministro, aliás, através do seu gabinete, fez saber ao Expresso que está “totalmente disponível” para responder. Resta saber se apenas por escrito ou se admite fazê-lo presencialmente.

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