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Mais mulheres nas ciências e tecnologias? Só com salários iguais aos dos homens

Em Portugal 57% das mulheres que frequentam o ensino superior fazem-no em STEM

Rui Duarte Silva

Estudo do centro americano para a inovação na gestão de talento defende que o caminho para atrair e reter mais mulheres nas carreiras científicas é a paridade salarial. Mas em Portugal, na área tecnológica, elas ainda ganham, em média, menos 11% do que eles

Catia Mateus

Catia Mateus

Jornalista

Salários iguais, oportunidade para cooperar com outras mulheres em contexto laboral, tempo para desenvolver projetos paralelos e um investimento sustentado das empresas na sua qualificação. Estes são, segundo uma pesquisa do Center for Talent Innovation, o centro americano que se dedica a promover a inovação na gestão de talento, os quatro pilares que sustentam a aposta e retenção das mulheres nas carreiras STEM (Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática). Segundo o documento, nas empresas que fizeram da igualdade salarial uma regra a taxa de retenção das mulheres aumentou 113%. Apesar da evidência, os números da plataforma europeia de recrutamento tecnológico Honey.pot, que também recruta em Portugal, revela que no país a diferença salarial entre homens e mulheres nesta área ainda é de 11%.

As mulheres representam 49,6% da população mundial, mas estão subrepresentadas nas áreas das ciências, tecnologias, engenharia e matemática. Um estudo do Fórum Económico Mundial dá conta de que só 26% trabalham em áreas científico-tecnológicas. Esta estatística, defendem os especialistas, é o espelho da desigualdade e ganha particular relevo se pensarmos que as áreas STEM concentram as maiores taxas de empregabilidade, maior número de oportunidades laborais e salários mais aliciantes.

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