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O anestesista português das dores do mundo: “As vidas que salvo são medalhas guardadas no peito”

Gustavo Carona tem 38 anos e a bagagem cheia de memórias, exibidas como medalhas das vidas que salvou em países como Paquistão, Afeganistão, Síria ou Iraque, onde a morte é a lei que o mundo aprova silenciosamente, de olhos fechados

FERNANDO VELUDO / NFACTOS

Gustavo Carona integrou nove missões humanitárias, em países como Congo, Paquistão, Afeganistão, República Centro-Africana, Síria ou Iraque. De regresso a Portugal, vai lançar este sábado o livro “O Mundo Precisa de Saber”, ponto de partida para uma entrevista de vida

Aliviar as dores do mundo é o desígnio de Gustavo Carona. Apresenta-se como apenas um médico, recusando qualquer protagonismo nas vidas que ajudou a salvar em países onde a morte se banalizou. Diz-se apenas mais um, ao serviço de todos, nas várias missões dos Médicos Sem Fronteiras, fazendo do humanismo a sua pátria e da empatia uma bandeira onde cabem todas as cores. Primeiro no Congo, depois no Paquistão e Afeganistão, passando, mais recentemente, pela Síria e o Iraque, este voluntário faz do conhecimento uma arma, enfrentando o medo na linha da frente, porque, defende, “a ignorância é aquilo que mais mata”.

Sempre que parte numa nova missão, o cachecol do FC Porto acompanha-o na mochila, a mesma onde carrega as origens e os ideais que nunca perdem o norte. Através das palavras, tenta fazer-nos ver os cenários de devastação sobre os quais pousaram os seus olhos, tantas vezes em lágrimas. No dia em que completou 38 anos, o Expresso esteve à conversa com o “rapazinho” nascido em Toronto, dentro do qual brotou um homem do mundo, com universos de experiências guardados no peito e na lembrança, cartografados no livro “O Mundo Precisa de Saber”, que será lançado e apresentado este sábado, na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

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