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No meio disto tudo, do nascer e morrer, o que é que fica?

Ela nasceu num culto religioso e aos 5 anos esteve às portas da morte porque um espigão dos caminhos de ferro acertou-lhe na cabeça. Morou em 14 casas na primeira década de vida. O pai quis fazer dela a próxima Britney Spears, ela fugiu para fazer de si própria o que queria. Melhor assim: Adrianne Lenker tem disco novo e é sobre sobreviver no abismo

Créditos: conta do Facebook de Adrianne Lenker

“Abysskiss” acaba com uma morte. Nada trágico, nem todas têm de o ser. Uma pessoa nasce, cresce, acorda às seis da manhã para trabalhar na quinta, ama alguém, casa-se, até tem filhos, eles saem de casa, há coisas boas e más. E no fim morre-se.

Mas “abysskiss”, o 2.º álbum a solo de Adrianne Lenker, a voz dos Big Thief - ou melhor, “aquela” voz dos Big Thief -, também começa com alguém que nasce. Que sai de um ventre morno e berra, aquele berro seco e desesperado de alguém que não está preparado para o frio cá fora.

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