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Como a crise nos mercados tramou a primeira entrada em bolsa em quase cinco anos em Portugal

A festa estava preparada para ser a grande OPV do ano. Mais um membro da família Sonae iria brilhar na bolsa lisboeta. A crise a meio da semana nos mercados mundiais obrigou ao adiamento da operação

Tiago Miranda

Apesar da recuperação desta sexta-feira, as bolsas à escala mundial viveram uma semana negra, pior do que a registada em fevereiro. A reviravolta no mercado acabou por fazer uma vítima inesperada em Portugal. A Sonae MC cancelou a Oferta Pública de Venda, que se esperava ser a grande operação do ano no pequeno mercado lisboeta

Os mercados afundaram-se esta semana. Duas sessões da semana saldaram-se por um quarta e quinta-feira negras como não havia memória desde há nove meses. As bolsas recuperaram esta sexta-feira, mas a semana acabou por ficar marcada por perdas de mais de 2% à escala mundial em cada um daqueles dois dias. No balanço provisório, pois ainda não fecharam as praças americanas, a semana acabou por ser pior do que a de má memória de 5 a 9 de fevereiro. A ´correção’ bolsista acabou por fazer vítimas inesperadas. Uma delas foi a Sonae MC, do grupo do mesmo nome, que teve de cancelar na quinta-feira uma Oferta Pública de Venda (OPV) que iria animar a praça lisboeta.

Uma conjugação de vários fatores negativos empurrou o ‘sentimento’ dos investidores para o pânico financeiro a meio da semana. De um resort em Bali, na Indonésia, onde se realizou esta semana a assembleia geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), veio a má noticia de que os economistas da organização liderada por Christine Lagarde decidiram rever em baixa o crescimento para os dois próximos anos, ‘cortando’ duas décimas às previsões. O crescimento mundial vai ficar pelos 3,7% em vez de quase 4% como se esperava até há quatro meses atrás.

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