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Situação da comunidade LGBTQ+ é melhor em Portugal do que em Espanha e Itália

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Investigação inédita nos países da Europa do sul revela que as pessoas LGBTQ+ ganham mal, não são aceites pelos profissionais de saúde e só avançam para a parentalidade depois de muita ponderação. Coordenadora do estudo sublinha que situação em Portugal é a melhor entre os países da amostra

“Epá, já que vou a Sesimbra vou falar com a minha mãe, quer dizer, é passagem de ano, eu tenho que assumir que sou fufa. Eu perguntei-lhe: ‘Queres que eu te explique tudo? Queres, eu explico-te, é já!’. Não quis. E eu disse-lhe: ‘Tu já alguma vez me perguntaste se eu estou bem, se não estou, o que é que se passa comigo e o que é que não se passa? Nós falamos ao telefone cinco minutos, eu venho cá a casa e não temos conversas nenhumas pessoais.” O testemunho de Alex, em Portugal, com idade compreendida entre os 40 e os 44 anos, uma mulher que vive uma relação lésbica há duas décadas e meia.

Esta é uma das 90 histórias incluídas num estudo inédito agora revelado e que se referem a um grupo cada vez mais visível na sociedade: a comunidade LGBTQ+. São qualificados/as mas mal remunerados/as; não são bem aceites/as pelas famílias de origem; nem por muitos profissionais de saúde; ainda sofrem os impactos da falta de aceitação social. Mas resistem e constroem os seus ninhos e espaços de recuo. São representantes das comunidades LGBTQ+ de Portugal, Espanha e Itália e aceitaram participar do projeto Intimate, sobre a cidadania, cuidado e escolha nos países da Europa do Sul.

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