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O mistério que não o foi mas que deixa... outro mistério

Meng Hongwei assumiu o cargo de presidente da Interpol a 10 de novembro de 2016, para um mandato que deveria terminar em 2020

Foto EPA / Interpol

O desaparecimento do presidente da Interpol, o chinês Meng Hongwei, na sequência de uma viagem à China, ganhou contornos de ficção. Soube-se esta segunda-feira que Hongwei é “apenas” a última das vítimas da purga anticorrupção decretada pelo regime chinês. Continua, porém, por explicar por que razão, durante a sua ausência, a mulher recebeu pelo Whatsapp, do número do marido, um emoji de uma faca

Margarida Mota

Jornalista

A história tinha todos os condimentos para se transformar numa trama de espiões apetecível aos guionistas de Hollywood. Após uma viagem à China, o chefe da maior agência mundial de polícia fica incomunicável. Estranhando o silêncio do marido, com quem mantinha contacto diário mesmo durante as deslocações dele ao estrangeiro, a mulher começa a acumular ansiedade. Os seus piores receios confirmam-se no dia em que recebe uma mensagem, enviada do número de telefone do marido, com um emoji de uma faca. Ao mesmo tempo, sem esperar que o seu presidente reapareça em público e dê explicações, a dita agência toma como válido um pedido de demissão supostamente escrito pelo seu líder e apressa-se a substituí-lo.

Na vida real, foi exatamente isto o que aconteceu a Meng Hongwei, o chinês que liderava a Interpol desde há dois anos, visto em público pela última vez a 23 de agosto, em Singapura, onde se reuniu com Lai Chung Han, segundo secretário permanente daquela cidade-Estado.

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