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“Não somos vítimas. Queremos só que saiam da frente com as vossas leis medievais”

FOTO JOSEPH EID/AGP/GETTY IMAGES

Estamos numa localização que não podemos revelar. É um dos poucos locais seguros em todo o Líbano para membros da comunidade LGBTI. Tarek Zeidan, o presidente da Helem, a primeira associação LGBTI do mundo árabe, diz que a discriminação é um problema de classe social, que a violência é patrocinada pelo Estado libanês e que o maior perigo da luta LGBTI é tornar-se um joguete na densa arena política do país. Este é o primeiro retrato de uma série de cinco que o Expresso publica a partir de Beirute, capital do Líbano, onde uma em cada seis pessoas é refugiada

Tarek senta-se, começa a falar e depois, como se se tivesse sentado em cima de um alfinete, dirige-se a uma das portas do escritório onde nos recebe: “Veem aqui? Estes buracos todos?”. A porta amarela, de madeira, está cheia de protuberâncias, é irregular, e os buracos, enchidos com estuque, notam-se perfeitamente. “Já fomos invadidos cinco vezes, roubados, estamos sempre a mudar as fechaduras.”

Estamos numa morada que não podemos revelar. As direções para aqui foram-nos dadas através de pontos de referência. É um dos poucos centros comunitários para membros da comunidade LGBT totalmente seguros em todo o mundo árabe - “ou mesmo o único”, diz Tarek Zeidan, presidente da Helem, ou “sonho”, em árabe, a primeira associação de defesa dos direitos desta comunidade em toda a região. Se escrevermos “Helem Beirut” no Google Maps, não chegamos aqui mas a uma morada totalmente diferente noutro ponto da cidade.

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