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Empresas que vigiem nas redes sociais candidatos a emprego violam a lei

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Antes de fazer qualquer contratação, a esmagadora maioria das empresas analisa os perfis dos candidatos nas redes sociais, sem que estes autorizem previamente. O procedimento viola o novo Regulamento Geral da Proteção de Dados

Catia Mateus

Catia Mateus

Jornalista

Quase todas as grandes organizações utilizam algum tipo de inteligência artificial para apoiar e acelerar os seus processos de recrutamento. A DeepSense é a nova coqueluche dos recrutadores. O que faz? Um teste de personalidade através de um scan total às redes sociais dos candidatos. A informação extraída tem um peso decisivo no processo de recrutamento, já que procura validar o perfil do candidato antes mesmo da análise detalhada do seu currículo. O pormenor a reter (ou antes, o ‘pormaior’) é que, apesar de o novo enquadramento de proteção aos dados pessoais, decorrente do Regulamento Geral para a Proteção de Dados (RGPD), ter apertado o cerco às empresas, procurando combater a utilização indevida de informações recolhidas online, a empresa que tutela a DeepSense admite que a análise pode ser feita com ou sem o conhecimento do candidato. E isso é, em si, um problema, à luz do novo regulamento.

Nos últimos anos, o número de empresas europeias que recorrem às redes sociais no âmbito de processos de recrutamento triplicou, segundo o Eurostat. Para 56% das organizações que operam no velho continente, as redes sociais online são já o palco preferencial para a identificação e validação de candidatos. Em Portugal a percentagem de empresas que assumem esta dependência das redes sociais é bastante inferior, apenas 30%. Os especialistas em recrutamento admitem, contudo, que possa existir um desfasamento entre o que as empresas assumem como prática e aquilo que na verdade fazem quando procuram identificar ou validar o candidato certo.

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