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Brasil. “A unidade da esquerda para derrotar a onda fascista precisa de ser muito mais profunda”

Reuters

Depois de uma campanha que dividiu profundamente o Brasil, o momento agora é de procurar dois tipos de união: a esquerda procura uma complexa aliança para travar Bolsonaro, enquanto o candidato da extrema-direita tenta congregar franjas da população que mais o rejeitam, designadamente os nordestinos e os homossexuais

“Ele é o ícone de um movimento profundamente irracional, avesso a argumentos. Se continuar dizendo e prometendo horrores, é provável que amplie o seu eleitorado. Se se calar, expõe-se menos, o que também o ajudaria. Ele não precisa de fazer muito para ganhar a eleição”, comenta ao Expresso o historiador e arqueólogo brasileiro Francisco Marshall, referindo-se a Jair Bolsonaro, candidato do Partido Social Liberal (PSL), que este domingo ficou a um pequeno passo do Palácio do Planalto, a residência oficial do Presidente do Brasil.

Com pouco mais de 46% dos votos, o candidato de extrema-direita terá de disputar uma segunda volta das eleições, marcada para 28 de outubro. Para vencer à primeira, Bolsonaro precisava de ter conquistado 50% dos votos válidos mais um. Não conseguiu. Ainda assim, convenceu mais de 49 milhões de brasileiros a votarem nele. Agora, terá pela frente Fernando Haddad, o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), que arrecadou pouco mais de 29% dos votos, o que corresponde a mais de 31 milhões de brasileiros.

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