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“O desafio é reencontrar a alternativa menos ameaçadora à democracia”: as eleições no Brasil

reuters

Os eleitores brasileiros escolhem este domingo o sucessor de Michel Temer no Palácio do Planalto. São 13 os candidatos à Presidência, mas apenas dois parecem ter verdadeiras hipóteses de lá chegar: Jair Bolsonaro, que já foi apelidado “Trump brasileiro”, e Fernando Haddad, o nome que o ex-presidente Lula indicou por estar ele próprio impedido de concorrer. A segunda volta é quase certa, mas já na segunda-feira o país “vai acordar ainda mais polarizado”

“Se, por um lado, Bolsonaro é quem recolhe uma maior intenção de votos, por outro, é também quem tem uma taxa de rejeição mais elevada. Numa segunda volta, o que é que vai sobressair: a aprovação ou a rejeição?” A dúvida é lançada pela investigadora do Instituto Português de Relações Internacionais (IPRI) Carmen Fonseca, que tentou antecipar ao Expresso o Brasil que sairá das eleições do próximo domingo. Praticamente afastada que está uma vitória logo à primeira volta de qualquer um dos 13 candidatos, a investigadora atira as grandes incógnitas para a segunda volta, agendada para 28 de outubro.

Esta quarta-feira, a “Folha de S. Paulo” escrevia em manchete: “Com voto feminino, Bolsonaro cresce; rejeição a Haddad sobe”. A sondagem que o jornal publicava atribuía a Jair Bolsonaro, presidente ‘de facto’ do Partido Social Liberal (PSL), 32% das intenções de voto. Fernando Haddad, o nome indicado por Lula da Silva, a partir da prisão, para o substituir na corrida presidencial pelo Partido dos Trabalhadores (PT), ficava-se pelos 21%. Com Lula impedido de se candidatar, “alguns eleitores mostraram que não querem votar no PT”, avalia a investigadora. Carmen Fonseca questiona-se novamente: “Será que, numa segunda volta, aqueles que não quiseram votar em Haddad irão votar nele para excluir Bolsonaro?”.

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