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Desunião ou união na diferença? Um ano de Catalunha efervescente

Protestos em Barcelona entre separatistas e polícia espanhola, que se reuniu para prestar homenagem aos colegas que impediram o voto há um ano

JON NAZCA/reuters

As imagens de multidões efervescentes a serem domadas pelos bastões da polícia espanhola que, durante este fim de semana, nos chegaram das ruas de Barcelona confundem o espectador: são imagens de arquivo, do dia 1 de outubro do ano passado, durante o qual mais de 500 pessoas ficaram feridas, ou são protestos recentes?

Ana França

Ana França

Jornalista

Há várias elipses nesta narrativa. Passou uma ano desde que os catalães votaram, ilegalmente, segundo diz a Constituição espanhola, por uma Catalunha independente. Passou um ano e alguns dos que lutaram nas urnas por aquilo em que acreditavam sentem-se frustrados por a república não ser ainda uma realidade. Clara Llopart, pelo contrário, considera que a luta é longa e é para continuar. Tem 39 anos, trabalha num call center da Google e esteve nas urnas há um ano, com as costas de encontro à porta do liceu perto de Sant Cugat de Vallés, em Barcelona, para evitar a entrada das autoridades que queriam impedir as pessoas de votar.

Este sábado, Barcelona voltou a ser palco de confrontos e 30 pessoas ficaram feridas numa demonstração convocada em oposição àquela que os polícias espanhóis decidiram organizar em homenagem aos colegas que estiveram nas ruas, há um ano, a defender a Constituição e a “integridade do território” - coisa que, aos olhos de um independentista, não passou de um exercício autoritário de impedir um povo de votar.

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