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Ryanair. O mistério da cláusula 33

Foto Heino Kalis/Reuters

Menos tempo de licença de paternidade, dupla tributação fiscal e contratos irlandeses. Depois, há ameaça de despedimento se fizerem greve e o facto de quando adoecem terem de ir a Dublin justificar ausência, denuncia o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil. Todas estas são queixas dos funcionários portugueses da Ryanair, que esta sexta-feira – à semelhança dos colegas alemães, belgas, italianos e espanhóis – estão em greve

Há uns meses, um tripulante português da Ryanair foi pai. Nos primeiros dias de vida do bebé tinha direito a gozar 15 dias úteis pagos a 100%. Mas este tripulante não os teve. Chamaram-no para trabalhar porque, apesar de ser português e trabalhar em Portugal, a sua empresa é irlandesa e rege-se, independentemente de operar noutro país, pela lei da Irlanda. Acontece no que diz respeito à parentalidade e em tudo o resto. E é isto que os trabalhadores da Ryanair querem mudar.

“Passado dez dias [após o nascimento] a empresa estava a dizer ao tripulante que o queria a trabalhar, porque considera que deve ser aplicada a lei irlandesa. E a lei da parentalidade da Irlanda não concede tantos dias aos pais como a lei portuguesa”, relata ao Expresso Bruno Fialho, vice-presidente do Sindicato Nacional Do Pessoal De Voo Da Aviação Civil (SNPVAC). “Estando a trabalhar em Portugal devo estar vinculado às leis portuguesas, não à lei de outro país.”

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